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Inovação e Sustentabilidade
🧬 Cientistas utilizam edição genética para desenvolver soja resistente ao calor e reduzir o tempo de melhoramento de 15 para 2 anos
Investigadores da Embrapa e de instituições parceiras no Paraná estão a utilizar a técnica de edição genética para criar variedades de soja capazes de suportar ondas de calor extremas sem perder a produtividade. Diferente da transgenia, que insere genes de espécies diferentes, a edição génica manipula sequências de DNA da própria soja, isolando características de resistência ao estresse hídrico e térmico encontradas em variedades específicas para as inserir em plantas comercialmente mais produtivas. Segundo o investigador Alexandre Nepomuceno, esta tecnologia permite um avanço sem precedentes na adaptação climática das lavouras, reduzindo o ciclo de desenvolvimento de uma nova semente de 15 anos, no modelo tradicional de cruzamentos, para apenas 24 meses. O processo envolve a extração de DNA com nitrogênio líquido e a identificação precisa de genes de interesse, resultando em plantas mais resilientes que podem assegurar a estabilidade das safras brasileiras perante o agravamento do aquecimento global em 2026.
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Mercado e Investimentos
📉 Vendas da AGCO recuam 13,5% em 2025 perante a redução de investimentos dos produtores rurais na América do Norte e no Brasil
A AGCO, detentora das marcas Massey Ferguson, Valtra e Fendt, encerrou o ano de 2025 com um faturamento líquido de 10,1 bilhões de dólares, uma queda expressiva em comparação com o ano anterior, motivada pela retração da procura global por máquinas agrícolas. No Brasil, as vendas de tratores da companhia caíram 2%, enquanto o segmento de colheitadeiras registou um recuo severo de 22%, refletindo a cautela dos produtores brasileiros perante as margens apertadas e os elevados custos de financiamento. Apesar de um ligeiro crescimento de 1,1% no quarto trimestre, o CEO Eric Hansotia prevê que o mercado continuará em marcha lenta em 2026, com uma projeção de crescimento modesto entre 4% e 7%, sustentado pela necessidade de renovação de frotas e pela adoção de tecnologias de agricultura de precisão. Para enfrentar este cenário de crédito restrito e incertezas económicas, a AGCO aposta numa gestão rigorosa de stocks e no lançamento de novos produtos inteligentes para manter a sua competitividade no campo ao longo do próximo ano.
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🌾 Setor do arroz define sete medidas estratégicas para enfrentar crise de preços e endividamento no Rio Grande do Sul
Lideranças da Farsul, Federarroz e Irga reuniram-se em Porto Alegre para apresentar um plano de socorro à cadeia orizícola, afetada por uma combinação de supersafra no Mercosul, juros elevados e a reentrada da Índia no mercado global. Entre as sete medidas anunciadas para 2026, destacam-se a recomendação de redução da área plantada, a proposta de redução temporária do ICMS para enfrentar a concorrência do arroz paraguaio e o pedido de alongamento de custeios junto aos bancos. O setor também busca a desconcentração dos vencimentos de Cédulas de Produto Rural (CPRs) para evitar uma asfixia financeira dos produtores no curto prazo. Uma das grandes novidades discutidas foi a viabilidade do uso do arroz para a produção de etanol, com estudos já solicitados à Embrapa Agroenergia para diversificar os destinos do grão e potenciar a capacidade produtiva gaúcha sem comprometer o abastecimento para consumo humano.
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Logística e Comércio Exterior
🚢 Brasil registra déficit comercial com os Estados Unidos e superávit com a China no primeiro mês de 2026
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam cenários opostos para os principais parceiros comerciais do Brasil em janeiro de 2026. As exportações para os Estados Unidos sofreram uma queda acentuada de 25,5%, totalizando 2,40 bilhões de reais, o que resultou num déficit de 670 milhões de reais na balança bilateral. Este desempenho negativo é reflexo direto das tarifas impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros em 2025, que ainda afetam cerca de 22% das vendas externas para aquele mercado. Em contrapartida, o comércio com a China apresentou um crescimento de 17,4% nas exportações, atingindo 6,47 bilhões de reais, garantindo um superávit de 720 milhões de reais. Este contraste reafirma a dependência estratégica do agronegócio e da indústria de extração brasileira face ao mercado chinês, enquanto as relações comerciais com Washington enfrentam o seu sexto mês consecutivo de retração devido às barreiras alfandegárias vigentes.
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🚢 Crescimento da agropecuária limita a queda das exportações brasileiras em janeiro de 2026 com faturamento de 3,8 bilhões de dólares
O agronegócio brasileiro foi o único setor a registrar crescimento nas exportações no primeiro mês de 2026, com uma alta de 2,1% que resultou num faturamento de 3,872 bilhões de dólares. Enquanto a indústria extrativa e a de transformação sofreram quedas de 3,4% e 0,5%, respetivamente, o desempenho do campo ajudou a conter o recuo total das exportações nacionais, que encerraram o período com uma baixa de 1,0%. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a balança comercial do país apresentou um superávit de 4,343 bilhões de dólares em janeiro, valor que, embora positivo, ficou abaixo das expectativas do mercado. Pelo lado das importações, a agropecuária registrou uma queda acentuada de 28,7%, sinalizando uma maior autossuficiência ou cautela na compra de insumos estrangeiros no início deste trimestre, consolidando o setor como o principal pilar de sustentação do saldo comercial brasileiro perante o cenário de retração nos demais segmentos industriais.
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🌱 Setor de bioinsumos na América Latina atinge maturidade em 2026 e enfrenta o desafio de converter crescimento em rentabilidade real
Apesar da consolidação do uso de bioinsumos na região, impulsionada por exigências de exportação e pressões regulatórias, o setor enfrenta agora um novo obstáculo: a saturação de soluções similares e a pressão sobre as margens de lucro. Segundo Ignacio Moyano, vice-presidente da DunhamTrimmer, o desafio em 2026 deixou de ser a adoção tecnológica pelo produtor para se tornar a capacidade das empresas em manter modelos de negócio economicamente sustentáveis. O especialista alerta que o crescimento do volume de mercado não garante automaticamente a qualidade do negócio, especialmente num ambiente onde estruturas comerciais superdimensionadas e o alongamento dos prazos de recebimento podem corroer o Ebitda. Para prosperar neste cenário competitivo, as empresas vencedoras serão aquelas que integrarem serviços técnicos sólidos e disciplina financeira, enquanto o mercado de fusões e aquisições deverá ganhar fôlego através de movimentos táticos de grandes grupos, como a recente aquisição da AgBiTech pela Basf, visando o acesso direto a plataformas biológicas já validadas.
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Tenham, todos, uma ótima sexta-feira e um excelente fim de semana!
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About The Author
Ana Luiza
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Ana Luiza é graduanda em Administração na ESALQ-USP e atualmente integra a equipe da Rural, atuando como estagiária em Research e Conteúdo. Sua rotina envolve a curadoria de notícias, produção de relatórios e desenvolvimento de conteúdos sobre inovação no setor do agronegócio.
Ao longo da graduação, Ana Luiza teve experiências que reforçam sua afinidade com o agronegócio e a análise estratégica. Atuou no CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com foco na análise de mercado. Fez parte do grupo de extensão MarkEsalq, onde trabalhou com marketing e dados de engajamento nas redes sociais. E além disso, também integrou a EJEA (Empresa Júnior de Economia e Administração da ESALQ-USP), atuando com clima organizacional.
Motivada por aprender, se desafiar e gerar impacto, Ana Luiza acredita que a troca entre pessoas, conhecimento e propósito é o que transforma ideias em soluções.


