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Inovação e Sustentabilidade
🔬Startup usa leveduras para turbinar biocombustíveis e capta R$ 3 milhões para escalar
A agtech brasileira Simbioze Agro recebeu um aporte de R$ 3 milhões para acelerar o uso de leveduras selecionadas na produção de biocombustíveis. A tecnologia utiliza micro-organismos específicos que otimizam a fermentação do caldo de cana e do milho, aumentando a eficiência na extração do etanol. Segundo a startup, o uso dessas leveduras “turbinadas” pode elevar a produtividade das usinas sem a necessidade de aumentar a área plantada. Além disso, a inovação reduz as perdas durante o processo industrial e diminui a pegada de carbono do combustível final. Com o novo capital, a empresa pretende expandir a sua capacidade laboratorial e levar a solução para mais unidades produtoras no Centro-Sul. Por outro lado, o investimento reforça a tendência de biotecnologia como peça-chave para a transição energética e competitividade do setor sucroenergético. Dessa forma, o Brasil consolida o seu papel de laboratório global para soluções de energia limpa.
Leia mais em: Exame ESG
🍫 Cellva capta R$ 20 milhões com substituto de cacau feito a partir de resíduos de café
A startup brasileira Cellva Ingredients levantou US$ 4 milhões (cerca de R$ 20 milhões) numa rodada pré-Série A. O aporte marca uma mudança estratégica radical: a empresa abandonou a produção de gordura suína em laboratório para apostar no CoffeeCoa. O ingrediente é um substituto dos sólidos de cacau produzido a partir da casca do café arábica, um subproduto que antes era descartado. De acordo com a empresa, os recursos serão utilizados para construir uma planta semi-industrial em Manaus e fortalecer o capital de giro. Além disso, a Cellva projeta atingir a produção de mil toneladas em 2026 e chegar ao breakeven ainda este ano. Com isso, a startup reposiciona-se como uma indústria de ingredientes do agro, aproveitando a crise global de oferta de cacau. Por outro lado, o CoffeeCoa já despertou o interesse de indústrias de alimentos e bebidas para uso em bolos, biscoitos e granolas. Dessa forma, a tecnologia brasileira transforma resíduos agrícolas em ativos de alto valor agregado para o mercado B2B.
Leia mais em: AgFeed
🫘 Embrapa lança três novas cultivares de feijão na Expodireto Cotrijal
A Embrapa apresentou três novas opções de sementes de feijão durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Os lançamentos incluem duas cultivares do grupo carioca e uma do grupo preto, desenvolvidas para aumentar a produtividade e a resistência a doenças no campo. De acordo com os pesquisadores, as novas variedades possuem ciclo precoce e arquitetura de planta que facilita a colheita mecânica. Além disso, o foco do melhoramento genético foi garantir grãos com maior estabilidade de cor e cozimento rápido, atendendo às exigências da indústria e do consumidor. Com isso, a Embrapa busca oferecer ao produtor ferramentas para enfrentar as oscilações climáticas com materiais mais robustos. Por outro lado, a disponibilidade dessas sementes no mercado deve ocorrer já para as próximas safras. Dessa forma, a pesquisa nacional reafirma o seu papel na segurança alimentar e na rentabilidade da cultura do feijão.
Leia mais em: Correio do Povo
Mercado e Investimentos
🎤 Fernando Rodrigues estreia como colunista de Agro na CNN Brasil
A CNN Brasil anunciou nesta quarta-feira (4) a estreia de Fernando Rodrigues como o seu novo colunista especializado em agronegócio. Executivo e investidor em Agtechs, Rodrigues terá participações fixas nos programas CNN Prime Time e CNN Agro News, além de assinar um blog exclusivo na plataforma digital da emissora. O foco da sua coluna será a tecnologia e inovação no setor, trazendo análises estratégicas sobre o impacto da digitalização e da inteligência artificial no campo. Anteriormente, Rodrigues foi sócio responsável pelo setor de agro na XP Investimentos e atua como conselheiro em diversas startups do setor. Com esta contratação, a CNN Brasil reforça o seu novo ecossistema “CNN Agro”, lançado no início de 2026 para oferecer cobertura em tempo real e análise aprofundada de um dos pilares da economia brasileira.
Leia mais em: CNN Brasil
🌾 PIB da Agropecuária cresce 11,7% e atinge recorde de R$ 775,3 mil milhões em 2025
O PIB da agropecuária brasileira registou um crescimento expressivo de 11,7% em 2025, totalizando R$ 775,3 mil milhões. Segundo dados do IBGE divulgados nesta terça-feira (3), o setor foi o principal motor da economia nacional, que cresceu 2,3% no total. O resultado recorde foi impulsionado pelo aumento da produtividade no milho (+23,6%) e na soja (+14,6%), ambos com safras históricas. Além disso, a pecuária e produtos como fumo e laranja também contribuíram para o desempenho positivo no último trimestre. Com isso, o agronegócio consolidou-se como o segmento mais dinâmico do país, respondendo por cerca de 6,1% do PIB total apenas na produção primária. Por outro lado, o crescimento de dois dígitos contrasta com o avanço mais modesto da indústria (1,4%) e dos serviços (1,8%). Dessa forma, o setor reafirma a sua robustez e competitividade internacional mesmo perante desafios globais.
Leia mais em: CNN Brasil
🥛 Grupo Piracanjuba assume o controle da Basel Lácteos e reforça presença no mercado
O Grupo Piracanjuba anunciou a aquisição do controle majoritário da Basel Lácteos. A operação faz parte da estratégia de expansão da companhia para consolidar sua liderança no setor de lácteos e derivados no Brasil. Com a compra, a Piracanjuba integra novas unidades de processamento e amplia sua capacidade de captação de leite em regiões estratégicas. Além disso, o negócio permite que a empresa diversifique seu portfólio de produtos com marcas já estabelecidas pela Basel. Por outro lado, o valor da transação não foi revelado, mas o mercado estima um impacto positivo imediato nas receitas do grupo. Dessa forma, o Grupo Piracanjuba fortalece sua infraestrutura logística e industrial para enfrentar a concorrência de grandes multinacionais no país.
Leia mais em: Globo Rural
🚜 Setor de máquinas registra queda de 17% nas vendas em janeiro e soma R$ 17,2 mil milhões
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos iniciou o ano de 2026 com uma retração de 17% na receita líquida de vendas em comparação com janeiro do ano passado. Segundo dados da Abimaq divulgados nesta terça-feira (3), o faturamento somou R$ 17,28 mil milhões. O recuo foi puxado principalmente pelo mercado interno, onde a receita encolheu 19%, refletindo uma cautela maior nos investimentos domésticos. Além disso, o consumo aparente registou uma queda de 21,5% no período. Por outro lado, as exportações tiveram uma leve alta de 3,1% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 838,2 milhões. Dessa forma, apesar do início de ano desafiador, a Abimaq projeta um crescimento de 3,5% na produção para o consolidado de 2026, apostando na retomada da demanda interna nos próximos meses.
Leia mais em: Forbes Agro
🌴 Colombiana Daabon adquire operações da Agropalma no Pará
O grupo colombiano Daabon, líder global em agricultura orgânica sustentável, fechou a aquisição das operações da Agropalma no estado do Pará. A transação envolve a compra de uma das maiores produtoras de óleo de palma da América Latina, que possui cerca de 100 mil hectares, sendo 39 mil de plantio próprio. Segundo fontes do mercado, a movimentação estratégica visa fortalecer a presença da Daabon no mercado brasileiro e expandir sua oferta de óleos sustentáveis com certificação internacional. Além disso, a Agropalma, que pertencia ao grupo Alfa, vinha sendo preparada para venda há alguns anos. Com isso, o grupo colombiano assume não apenas as terras e indústrias, mas também um robusto sistema de logística e exportação. Por outro lado, a aquisição ocorre em um momento de alta demanda por biocombustíveis e ingredientes “verdes” na indústria de cosméticos e alimentos. Dessa forma, a chegada da Daabon sinaliza uma nova fase para o setor de palma no Brasil, focada em padrões globais de ESG.
Leia mais em: The AgriBiz
Logística e Comércio Exterior
⚠️ Produtores de ureia do Oriente Médio seguram oferta em meio à guerra no Irã
Fabricantes de fertilizantes no Oriente Médio começaram a reter a oferta de ureia devido à escalada do conflito no Irã. A medida visa proteger as margens de lucro perante a incerteza logística e o risco de interrupção na produção regional. Segundo analistas de mercado, a retenção já provoca uma pressão imediata de alta nos preços globais do insumo. Além disso, o Brasil, que é altamente dependente das importações desta região, pode enfrentar dificuldades para garantir volumes para a próxima safra. Com isso, importadores brasileiros já registram ofertas escassas e valores significativamente elevados nas últimas 24 horas. Por outro lado, o aumento no custo da ureia deve impactar diretamente o custo de produção de culturas como milho e cana-de-açúcar. Dessa forma, o cenário geopolítico no Golfo torna-se o principal fator de risco para o planejamento financeiro do produtor rural em março.
Leia mais em: Globo Rural
Clima
🌡️ Aquecimento global força agência dos EUA a mudar forma de definir o El Niño
A Agência de Atmosfera e Oceanos dos EUA (NOAA) anunciou uma nova metodologia para determinar a ocorrência dos fenómenos El Niño e La Niña. A mudança foi necessária porque o aquecimento global tornou o método anterior, utilizado há 75 anos, obsoleto perante as rápidas alterações climáticas. Anteriormente, a agência baseava-se na diferença de temperatura em três regiões do Pacífico em relação a uma média considerada “normal”. Contudo, como o oceano está a aquecer muito depressa, o conceito de normalidade precisou de ser revisto. Com o novo índice, a temperatura é comparada à média de todas as regiões tropicais do Pacífico, o que altera os cálculos em cerca de meio grau. Dessa forma, a nova métrica permitirá previsões mais precisas e ajudará o agronegócio a preparar-se melhor para os extremos climáticos.
Leia mais em: CNN Brasil
🍫 Cacau recua 5,7% em Nova Iorque perante excedente global e procura enfraquecida
Os preços futuros do cacau fecharam em forte queda de 5,71% na bolsa de Nova Iorque nesta sexta-feira, 27 de fevereiro. O contrato para entrega em maio foi precificado em US$ 2.895 a tonelada, atingindo uma mínima histórica. Além disso, o mercado reage ao excedente de oferta e ao ritmo lento de comercialização na Costa do Marfim e em Gana. Segundo analistas, a procura enfraqueceu devido aos preços elevados registados no ano anterior. Com isso, os estoques não vendidos aumentaram nos principais países produtores. Por outro lado, a perspetiva de um novo superávit global para a safra 2026/27 pressiona ainda mais as cotações. Dessa forma, o setor monitora a volatilidade causada por estoques que permanecem abaixo da média histórica.
Leia mais em: CNN Brasil
Cotação
📈 Soja, milho e trigo sobem em Chicago com escalada de tensão no Oriente Médio
Os preços das principais commodities agrícolas registraram alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. O movimento foi impulsionado pelo agravamento do conflito no Irã, que gera incertezas sobre o transporte marítimo e os custos de energia. De acordo com analistas, o mercado reage ao risco de interrupção logística no Golfo, o que pode encarecer o frete global. Além disso, a alta do petróleo exerce pressão positiva sobre os biocombustíveis, elevando a demanda indireta por milho e óleo de soja. Por outro lado, o trigo também subiu perante o receio de que a instabilidade geopolítica afete a segurança alimentar em grandes países importadores da região. Dessa forma, os investidores adotam uma postura defensiva, monitorando os desdobramentos militares no Oriente Médio para definir as próximas posições.
Leia mais em: Globo Rural
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