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Inovação e Sustentabilidade
🌳 Mombak capta 250 milhões de dólares para reflorestamento na Amazônia e inicia fase de hipercrescimento com foco em créditos de carbono
A startup Mombak, fundada por ex-executivos da 99 e do Nubank, consolidou a captação de 250 milhões de dólares (cerca de 1,3 bilhão de reais) para acelerar projetos de restauração florestal em larga escala no bioma amazônico. Com o apoio de instituições como o BNDES e o Banco Mundial, a empresa já plantou 12 milhões de árvores em 20 mil hectares no Pará e prepara agora o lançamento de um novo fundo de investimento para escalar a sua operação de remoção de dióxido de carbono. O modelo de negócio da Mombak destaca-se por comercializar créditos de remoção de alta integridade para gigantes tecnológicas como Microsoft e Google, chegando a praticar preços de 100 dólares por tonelada de carbono, patamar muito superior à média do mercado voluntário. Além da compra de terras próprias, a startup aposta em parcerias estratégicas com produtores rurais, oferecendo uma nova fonte de rendimento a longo prazo vinculada à preservação ambiental, visando atingir a meta de remover 1 milhão de toneladas de CO2 anualmente a partir de 2035.
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Mercado e Investimentos
📊 Bunge registra queda de 28% no lucro em 2025 apesar de receita recorde de 70,3 bilhões de dólares após fusão com a Viterra
A Bunge encerrou o ano de 2025 com um lucro líquido de 816 milhões de dólares, uma redução significativa face aos 1,13 bilhão de dólares reportados no ano anterior, mesmo com um salto de 32% na receita bruta. Este desempenho reflete uma forte pressão nos custos dos produtos vendidos, que avançaram 34% e consumiram cerca de 95% da receita total da trading. A incorporação da Viterra foi o grande motor do aumento de volume, permitindo à empresa processar 41 milhões de toneladas de soja, com destaque para a expansão da capacidade na Argentina e no Brasil. No entanto, as margens apertadas no esmagamento na Europa e as incertezas geopolíticas pesaram no resultado final. Para 2026, a Bunge projeta um lucro por ação entre 7,50 e 8,00 dólares, valor que, embora superior ao de 2025, permanece abaixo das expectativas iniciais dos analistas de mercado, sinalizando a manutenção de um ambiente operacional desafiante e de baixa visibilidade para as margens globais de processamento.
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🧬 Corteva encerra 2025 com faturamento de 17,4 bilhões de dólares e prepara divisão global de negócios para o segundo semestre de 2026
A multinacional Corteva registou um desempenho sólido em 2025, com um crescimento de 3% nas vendas líquidas e uma alta de 14% no Ebitda operacional, impulsionada por ganhos de participação de mercado no Brasil e na América do Norte. O lucro líquido da companhia atingiu 1,0 bilhão de dólares no acumulado do ano, refletindo a forte procura por novas tecnologias em sementes de milho e soluções biológicas para proteção de cultivos. Este resultado positivo serve de base para o plano estratégico de separação da empresa em duas unidades independentes: a New Corteva, focada em defensivos agrícolas, e a SpinCo, dedicada exclusivamente ao segmento de sementes, com conclusão prevista para a segunda metade de 2026. Para o ano corrente, a Corteva projeta um novo avanço de 7% nos seus indicadores financeiros, estimando um Ebitda operacional entre 4,0 bilhões e 4,2 bilhões de dólares, enquanto monitoriza as margens apertadas dos produtores e os impactos de tarifas globais estimados em 80 milhões de dólares.
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Logística e Comércio Exterior
🌷 Setor de flores e plantas ornamentais atinge PIB de 23,35 bilhões de reais e consolida a logística como pilar estratégico de competitividade
O mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais encerrou 2025 com um crescimento de 10%, movimentando um PIB de 23,35 bilhões de reais, impulsionado por uma profunda transformação na sua cadeia de suprimentos. Segundo análise de Raquel Steltenpool na Forbes, a eficiência logística deixou de ser um custo operacional para se tornar o diferencial estratégico que define a qualidade do produto final. Com o estado de São Paulo a concentrar 75% da produção nacional, a evolução do setor passou da logística artesanal para sistemas de alta tecnologia, incluindo o uso de RFID para rastreabilidade, camiões totalmente climatizados com suspensão a ar e monitoramento de umidade via satélite em tempo real. Esta profissionalização, que permite que uma flor colhida hoje chegue fresca ao consumidor no dia seguinte mesmo em regiões distantes, tem sido fundamental para reduzir perdas e elevar a experiência de compra, provando que a inovação logística é o caminho para garantir a recorrência e a sustentabilidade econômica do agronegócio de alta perecibilidade em 2026.
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Cotações
📈 Preço do algodão apresenta reação no início de fevereiro após período de baixa liquidez e cautela da indústria têxtil
O mercado brasileiro de algodão em pluma iniciou o mês de fevereiro de 2026 com sinais de recuperação nos preços, após um mês de janeiro marcado por ritmo lento de negócios. Segundo o levantamento do Cepea, o Indicador Cepea/Esalq registou uma média de 3,5101 reais por libra-peso em janeiro, o que representa uma valorização de 1,08% em comparação com dezembro de 2025. Esta reação foi sustentada pela postura firme dos produtores, que estão focados na semeadura e no desenvolvimento das lavouras da safra 2025/26, reduzindo a oferta no mercado spot. Do lado da procura, as indústrias têxteis mantiveram uma postura cautelosa, priorizando o uso de stocks próprios e contratos prévios, mas a resistência dos vendedores em baixar os valores impediu quedas mais acentuadas. Para o decorrer de fevereiro, o mercado aguarda a consolidação da demanda interna e a estabilização das cotações internacionais para definir a tendência de preços da fibra no curto prazo.
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🐂 Arroba do boi gordo mantém trajetória de alta em fevereiro de 2026 impulsionada por escalas de abate apertadas e forte procura externa
O mercado físico do boi gordo iniciou fevereiro com firmeza, registando altas sucessivas nas principais praças de comercialização do Brasil. De acordo com o Canal Rural e a consultoria Safras & Mercado, a cotação média em São Paulo atingiu os 334,67 reais na primeira semana do mês, refletindo a dificuldade das indústrias frigoríficas em alongar as escalas de abate perante a baixa disponibilidade de animais prontos. Este cenário de oferta restrita é reforçado pelo desempenho acelerado das exportações, com o comprador chinês a antecipar compras para evitar preços mais elevados no futuro devido às novas cotas de importação. No mercado atacadista, os preços mantêm-se estáveis, com o quarto traseiro cotado a 26,50 reais por quilo, enquanto a perspectiva para o curto prazo permanece positiva para o pecuarista, que detém maior poder de negociação perante a necessidade de reposição de stocks por parte dos frigoríficos para atender tanto o consumo doméstico quanto os contratos internacionais.
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Tenham, todos, uma ótima quinta-feira e uma excelente semana!
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About The Author
Ana Luiza
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Ana Luiza é graduanda em Administração na ESALQ-USP e atualmente integra a equipe da Rural, atuando como estagiária em Research e Conteúdo. Sua rotina envolve a curadoria de notícias, produção de relatórios e desenvolvimento de conteúdos sobre inovação no setor do agronegócio.
Ao longo da graduação, Ana Luiza teve experiências que reforçam sua afinidade com o agronegócio e a análise estratégica. Atuou no CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com foco na análise de mercado. Fez parte do grupo de extensão MarkEsalq, onde trabalhou com marketing e dados de engajamento nas redes sociais. E além disso, também integrou a EJEA (Empresa Júnior de Economia e Administração da ESALQ-USP), atuando com clima organizacional.
Motivada por aprender, se desafiar e gerar impacto, Ana Luiza acredita que a troca entre pessoas, conhecimento e propósito é o que transforma ideias em soluções.

