A história do agronegócio brasileiro é inseparável da jornada de famílias empreendedoras que apostaram no potencial do campo. Neste episódio do Agro Resenha Podcast, Shun Nishimura, presidente do Conselho do Grupo Jacto e representante da terceira geração, compartilha a fascinante trajetória da empresa. Ele narra desde a chegada de seu avô, o imigrante japonês em Pompeia (SP) em 1932, até a criação da inovadora polvilhadeira, que marcou o início de uma empresa que se tornaria sinônimo de inovação e tecnologia na agricultura brasileira.
Inovação no DNA: O Legado do Imigrante e a Polvilhadeira
O nascimento da Jacto é um marco de resiliência e inovação. A história começa com a necessidade de soluções para os desafios da agricultura local, culminando na invenção da polvilhadeira. Shun Nishimura destaca que a inovação sempre esteve no DNA da empresa, sendo a resposta prática para as dores do produtor rural. Esse legado de criar soluções a partir de uma visão clara das necessidades do campo é o que sustenta o sucesso da Jacto há décadas.
A polvilhadeira não foi apenas um produto; foi uma ferramenta que transformou a agricultura brasileira, aumentando a eficiência e a capacidade de produção. Essa história reforça que o verdadeiro empreendedorismo no agro nasce da observação, da paixão pela terra e da busca incansável por melhorias.
Visão de Longo Prazo e Governança Robusta
Em um setor marcado pela volatilidade, a Jacto se destaca por sua visão de longo prazo e pela governança corporativa robusta. Shun Nishimura aborda a importância de separar a gestão familiar dos negócios, garantindo que as decisões sejam tomadas com base em critérios profissionais e estratégicos. A governança sólida é o que permite à empresa sobreviver a crises e planejar seu futuro com segurança.
O projeto “Rumo aos 100 anos” é a manifestação dessa visão estratégica, mostrando que a Jacto não se contenta com o sucesso atual, mas se prepara ativamente para as próximas décadas. Essa cultura de planejamento garante a perpetuidade do negócio e a confiança dos stakeholders no setor.
Educação e Sustentabilidade: O Futuro através da Fundação
O legado da Jacto se estende além da produção de máquinas, alcançando o pilar da educação. Shun Nishimura destaca o papel fundamental da Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia na formação de talentos essenciais para o agronegócio. Investir na educação é investir no futuro do setor, garantindo que as próximas gerações de engenheiros, agrônomos e gestores estejam preparadas para os desafios da agricultura digital e sustentável.
A sustentabilidade, para a Jacto, é um compromisso intrínseco. A empresa entende que a tecnologia deve ser usada para aumentar a produtividade ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente. A formação de novos líderes com esse olhar integrado é o que garantirá que o agronegócio brasileiro continue crescendo de forma ética e responsável.
Empreendedorismo, Legado e o Futuro do Agro
A conversa com Shun Nishimura é uma fonte de inspiração sobre a força do empreendedorismo familiar e a importância de uma gestão com propósito. A jornada da Jacto prova que o sucesso de um negócio no agro é resultado da união entre inovação tecnológica, ética nos princípios e um profundo compromisso com o futuro através da educação.
Ao se preparar para o centenário, a Jacto não apenas honra o legado de seus fundadores, mas consolida seu papel como pioneira e propulsora do desenvolvimento do agronegócio brasileiro, mostrando que a visão de longo prazo e a paixão pela inovação são a chave para o sucesso duradouro no campo.
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About The Author
Ana Luiza
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Ana Luiza é graduanda em Administração na ESALQ-USP e atualmente integra a equipe da Rural, atuando como estagiária em Research e Conteúdo. Sua rotina envolve a curadoria de notícias, produção de relatórios e desenvolvimento de conteúdos sobre inovação no setor do agronegócio.
Ao longo da graduação, Ana Luiza teve experiências que reforçam sua afinidade com o agronegócio e a análise estratégica. Atuou no CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com foco na análise de mercado. Fez parte do grupo de extensão MarkEsalq, onde trabalhou com marketing e dados de engajamento nas redes sociais. E além disso, também integrou a EJEA (Empresa Júnior de Economia e Administração da ESALQ-USP), atuando com clima organizacional.
Motivada por aprender, se desafiar e gerar impacto, Ana Luiza acredita que a troca entre pessoas, conhecimento e propósito é o que transforma ideias em soluções.









