Bom dia Rural – 31/07/2025

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_Inovação e Sustentabilidade_

🔬 A ganhadora do World Food Prize 2025 inspira uma nova geração de cientistas

A cientista brasileira Mariangela Hungria, agraciada com o World Food Prize de 2025 (o “Nobel da Agricultura”), é destacada por sua visão pioneira na agricultura regenerativa, defendendo o uso de microrganismos para a saúde do solo e fixação de nitrogênio. Apesar de enfrentar resistência em um campo dominado por homens e focado em fertilizantes químicos, ela provou a eficácia dos fertilizantes biológicos em qualquer escala, desde pequenos produtores até grandes operações. O artigo ressalta que a Hungria continua a lutar contra o ceticismo, a desinformação e a necessidade de maior colaboração e inclusão na ciência, compartilhando publicamente suas pesquisas e soluções para inspirar futuras gerações a cuidar do solo e do planeta, transformando o sistema alimentar global.

Leia mais em: Forbes

🎓 Fundação Bradesco amplia presença no agronegócio com “Escolas Fazenda”

A Fundação Bradesco está expandindo sua atuação no agronegócio com a implementação de um novo modelo de educação profissionalizante, as “Escolas Fazenda”, focadas em oferecer formação completa e integrada no setor. A iniciativa visa capacitar jovens e adultos para as demandas do campo, combinando teoria e prática em ambientes rurais produtivos, e fortalecendo a conexão entre educação e as inovações tecnológicas e sustentáveis do agronegócio.

Leia mais em: Valor Econômico

_Mercado e Investimentos_

📈 Mesmo sem isenção de tarifas para café, cenário para os preços é incerto

Mesmo com a provável ausência de isenção de tarifas para o café brasileiro nos Estados Unidos, o cenário para os preços da commodity permanece incerto. Analistas do Cepea apontam que, apesar do aumento da oferta devido ao avanço da colheita no Brasil, o setor cafeeiro nacional terá que demonstrar agilidade logística e estratégia comercial para redirecionar sua produção a outros mercados e mitigar os prejuízos causados pelo “tarifaço”, especialmente para o café solúvel.

Leia mais em: Globo Rural

💵 iFood adquire 20% da CRM&BONUS: acordo pode chegar a R$ 10 bilhões em 3 anos

O iFood adquiriu 20% da CRM&BONUS, tornando-se o segundo maior acionista da empresa de cashback e fidelização no varejo. O acordo inicial envolve um desembolso de pelo menos R$ 440 milhões, mas há uma previsão no contrato para a aquisição de 100% da CRM&BONUS em até três anos, por um valor que pode chegar a R$ 10 bilhões, condicionado a gatilhos de resultados. Essa parceria visa combinar as forças das duas empresas para transformar a vida de consumidores e parceiros, com sinergias esperadas no iFood Benefícios e no iFood Pago.

Leia mais em: Bloomberg Línea

🏦 TAG Investimentos se une a agtechs e estreia no mundo dos Fiagros com fundo de até R$ 1 bi

A TAG Investimentos está entrando no mercado de Fiagros com o lançamento de seu primeiro fundo, o TAG Edge, com o objetivo de levantar até R$ 1 bilhão até o final de 2027 para oferecer crédito a pequenos e médios produtores rurais. O fundo integra tecnologias das agtechs Sette, para análise de crédito via inteligência artificial, e E-ctare, que oferece um cartão digital para compra de insumos atrelado ao prazo da safra. As operações são originadas por meio de parceiros como cooperativas e agroindústrias, que atuam como garantidores, visando complementar o financiamento tradicional e diversificar a atuação em diferentes culturas e regiões.

Leia mais em: AgFeed

_Logística e Comércio Exterior_

🇺🇸 Trump confirma tarifa de 50% sobre produtos do Brasil

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou por meio de uma ordem executiva assinada nesta quarta-feira a imposição de uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos importados do Brasil. Essa nova sobretaxa se soma aos 10% já implementados meses atrás, elevando a taxação total contra o Brasil para um alarmante 50%. A medida foi oficialmente publicada pela Casa Branca na tarde desta quinta-feira e entrará em vigor a partir da meia-noite de 6 de agosto no horário local dos Estados Unidos. Esta decisão unilateral representa um significativo endurecimento nas relações comerciais e impõe um desafio substancial às exportações brasileiras para o mercado americano.

Leia mais em: Globo Rural

☕Tarifa gera alerta no mercado de café brasileiro

A nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, a ser implementada em agosto, impactará significativamente o mercado, tornando 8 milhões de sacas importadas do Brasil substancialmente mais caras e diminuindo a demanda norte-americana, segundo especialistas. Diante da falta de fornecedores alternativos com volume suficiente, o Brasil poderá redirecionar suas exportações para mercados emergentes na Ásia e no Oriente Médio. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) está em negociações para isentar o café da tarifa, alertando para o risco de aumento de preços e inflação nos EUA.

Leia mais em: AgFeed

🍊Suco de laranja escapa de tarifa de 50% dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto que impõe uma tarifa total de 50% sobre produtos brasileiros, mas o suco de laranja e a castanha do Brasil foram excluídos da sobretaxa adicional de 40%, mantendo apenas os 10% já existentes, além de uma tarifa fixa para o suco. Essa exceção é crucial, visto que os EUA são altamente dependentes do suco de laranja brasileiro, que representa quase metade de seu consumo, impulsionado pela pior safra americana em 40 anos devido a doenças e eventos climáticos. Sem a isenção, o setor brasileiro de suco de laranja previa perdas anuais de até R$ 4,3 bilhões, já que não haveria mercados alternativos para absorver o volume exportado aos EUA. Enquanto a produção americana diminui e os preços sobem, a safra brasileira de laranja 2025/2026 prevê um aumento de 36%, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial de suco, o que torna a manutenção do mercado americano ainda mais vital para o escoamento da produção.


Leia mais em: G1

🥩Marfrig suspende produção de carne bovina em Mato Grosso

A Marfrig, gigante do setor de carne bovina, suspendeu a produção em sua unidade de Várzea Grande, Mato Grosso, especificamente a destinada aos EUA, como resultado de um “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos. A paralisação, que começou em 17 de julho sem previsão de retorno, afeta uma das principais unidades da empresa, com capacidade para processar cerca de 2.000 cabeças de gado por dia e exportar para 22 países, levando a empresa a buscar novas alternativas de mercado.


Leia mais em: Canal Rural


Tenham, todos, uma ótima quinta-feira e uma excelente semana!


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