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_Inovação e Sustentabilidade_
🧪 Nitro e Symbiomics se Unem para Desenvolver Biológicos de Nova Geração
A Nitro, empresa de insumos agrícolas, e a Symbiomics, agtech de biotecnologia, uniram forças para desenvolver uma “nova geração” de produtos biológicos. A parceria visa lançar bioinsumos focados na nutrição de plantas para culturas como milho e cana-de-açúcar até a safra 2028/2029. A Symbiomics utilizará sua vasta coleção de microrganismos e tecnologia de IA para identificar e desenvolver cepas promissoras, enquanto a Nitro será responsável pela formulação, produção e comercialização, visando acelerar a chegada desses produtos ao mercado.
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🌾 Empresas chinesas desenvolvem novos transgênicos adaptados ao clima do Brasil
A China, maior importadora de soja brasileira, busca diminuir a dependência da tecnologia transgênica da Bayer ao investir no desenvolvimento de suas próprias sementes adaptadas ao clima tropical do Brasil. Empresas como Da Bei Nong Group (DBN), LongPing High-Tech e KingAgroot já estão testando variedades de soja transgênica no país, com a DBN esperando comercializar suas sementes até 2028. O objetivo é que produtores brasileiros adotem tecnologia chinesa, pagando royalties a essas empresas. Essa movimentação deve intensificar a concorrência no mercado de tecnologia de sementes, dominado por grandes multinacionais. Além disso, há uma parceria entre o Laboratório Nacional da Baía de Yazhou e a Embrapa Soja para troca de conhecimentos, visando o desenvolvimento de variedades com maior produtividade, resistência a pragas e herbicidas, e até mesmo com características nutricionais aprimoradas.
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🌍 Agricultura e crise climática: aprendizados do SB 62
A 62ª reunião dos Órgãos Subsidiários da UNFCCC (SB 62) em Bonn marcou uma mudança crucial na agenda climática internacional, com o reconhecimento da agricultura como um componente essencial da transição climática através da aprovação do Trabalho Conjunto de Sharm El-Sheikh sobre Ação Climática na Agricultura e Segurança Alimentar (SJWA). Este trabalho estabelece quatro áreas de atuação – práticas sustentáveis, políticas coerentes, cooperação financeira e indicadores de impacto – enfatizando a necessidade de abordar a adaptação, segurança alimentar e mitigação em conjunto, especialmente em sistemas agrícolas tropicais. Embora o SJWA promova soluções como agroecologia e integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF), ele ainda não cria mecanismos de financiamento obrigatórios, convidando fundos existentes a considerar a agricultura e propondo o desenvolvimento de indicadores confiáveis para o setor.
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☕ Produtores de café investem no cultivo do grão com menor teor de cafeína
Produtores de café no Brasil estão investindo no cultivo de variedades com menor teor de cafeína, como a Laurina, impulsionados pela demanda de consumidores por opções mais suaves. A Fazenda Daterra, por exemplo, dedica 11 dos seus 2.800 hectares ao cultivo da Laurina, que apresenta apenas 0,3% a 0,7% de cafeína, bem abaixo dos 1,2% a 1,3% do café convencional. Embora a Laurina seja uma planta frágil, de alto custo de produção (quatro vezes maior que o arábica comum) e baixo rendimento (5 a 8 sacas por hectare contra 35 do arábica), sua qualidade é excepcional, atingindo 87 a 89 pontos na escala de cafés especiais e alcançando preços elevados em leilões. Apesar dos desafios, a premiação internacional de 2018 estimulou o interesse por essa cultivar, que é mais adequada para um mercado de nicho que valorize sua exclusividade e qualidade, especialmente o mercado externo, já que a maioria dos brasileiros consome café commodity.
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_Mercado e Investimentos_
🥩 Fictor Alimentos Adquire Frigorífico em MG e Mira Aves e Peixes
A Fictor Alimentos, uma empresa que estreou recentemente na bolsa de valores B3 por meio de uma aquisição não convencional, está buscando uma estratégia agressiva de fusões e aquisições no setor de agronegócios. Recentemente, a empresa adquiriu um frigorífico em Betim, Minas Gerais, especializado no processamento de suínos e bovinos com capacidade de exportação. A Fictor Alimentos planeja expandir para os setores de aves e peixes até o final de 2025, buscando ativamente novos alvos de aquisição, especialmente empresas familiares, para capitalizar as oportunidades nesses segmentos. A companhia também poderá levantar capital este ano para financiar futuras aquisições.
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📈 Os Fiagros estão voltando. Como separar o joio do trigo?
Os Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Agroindustriais) estão ressurgindo no Brasil, atraindo 500 mil investidores e abrindo uma nova janela para captação de recursos. Para se destacarem, os gestores precisam combinar conhecimento técnico do agronegócio, expertise no mercado de capitais e forte comunicação, mantendo um diálogo transparente com os investidores por meio de vídeos e um histórico sólido. Com regras definitivas estabelecidas no ano passado, o setor explora novas estruturas como FIDCs, oferecendo remuneração isenta de imposto e risco reduzido, e se torna crucial para o financiamento da agricultura brasileira, dado que o Plano Safra cobre apenas 3% da produção.
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_Logística e Comércio Exterior_
🇺🇸 Tarifaço de Trump entra em semana decisiva e perspectiva de acordo com EUA diminui
O “tarifaço” de 50% imposto pelos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, sobre todos os produtos brasileiros entrará em vigor em 1º de agosto, sem perspectiva de reversão ou adiamento, apesar das negociações lideradas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O Brasil enfrenta a maior alíquota entre os países afetados, e a situação é agravada por questões políticas, com Trump condicionando a reversão da tarifa ao fim do processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida terá um impacto negativo significativo na economia brasileira, afetando setores como petróleo, siderurgia, café e carnes, com projeções de perdas substanciais em exportações, PIB e empregos. Em resposta, empresas brasileiras buscam apoio de parceiros americanos para pressionar o governo dos EUA, enquanto o governo brasileiro planeja um plano de contingência para mitigar os impactos econômicos.
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🇪🇺 Acordo EUA-União Europeia: O que Está em Jogo para o Agro Brasileiro?
Um novo acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, anunciado em 27 de julho de 2025, visa evitar o aumento de tarifas e expandir a cooperação entre os blocos econômicos, mas levanta preocupações significativas para o agronegócio brasileiro. Esse acordo pode causar um desvio de comércio, com produtos agrícolas americanos ganhando acesso preferencial ao mercado europeu, deslocando exportações brasileiras de commodities como milho, soja e carnes. Além disso, a harmonização de regulamentações ambientais e sanitárias, possivelmente adotando padrões mais rigorosos, pode criar novas barreiras para os produtores brasileiros, e o aumento da oferta global resultante da cooperação entre esses exportadores pode reduzir os preços das commodities. O artigo enfatiza o risco de isolamento comercial para o Brasil se não ratificar acordos como o Mercosul-UE e buscar novos pactos bilaterais, sendo crucial que o agronegócio e o governo brasileiro se adaptem rapidamente investindo em rastreabilidade, certificações ambientais e diversificação para manter sua liderança nas exportações globais de alimentos.
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_Clima_
🌪️ Nova frente fria deixa o tempo instável e traz chuva e ciclone extratropical
Uma nova frente fria trará instabilidade climática para diversas regiões do Brasil em 28 de julho de 2025, com destaque para a Região Sul, onde um ciclone extratropical causará chuvas moderadas a intensas e ventos fortes, especialmente no leste do Rio Grande do Sul e sudeste de Santa Catarina. No Sudeste, haverá chuva no centro-sul de São Paulo e isolada no sul de Minas Gerais, enquanto o Centro-Oeste terá chuvas e temporais no centro-sul do Mato Grosso do Sul. O Nordeste terá chuvas entre Sergipe e Ceará, com alertas de temporais para algumas capitais, e a Região Norte registrará chuvas no Acre, Amazonas, Roraima e norte de Rondônia. As demais áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Norte permanecerão secas, com baixa umidade.
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_Cotações_
🌽 Preço do milho reage no mercado interno, mas ainda acumula queda no mês
As cotações do milho no mercado doméstico têm mostrado reação recente, mas ainda acumulam queda em julho, com o preço médio em Campinas (SP) atingindo R$ 63,74 por saca na sexta-feira (25/7), uma redução de 4,89% no mês, segundo o Cepea. Essa dinâmica é influenciada pela limitação de ofertas em regiões com colheita atrasada, que sustenta os preços, enquanto o ritmo acelerado da colheita no Centro-Oeste aumenta a disponibilidade e pressiona as cotações. Adicionalmente, o aumento nos custos de frete contribui para o suporte dos preços, embora as boas expectativas de produção global e a cautela dos consumidores, que esperam preços mais baixos com o avanço da colheita, restrinjam os negócios.
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Tenham, todos, uma ótima segunda-feira e uma excelente semana!
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About The Author
Sarah Bernardo
administrator
Sarah é analista de marketing da Rural, formada em zootecnia pela UENF, mestranda e com MBA em Marketing pela ESALQ/USP.
Atua há 4 anos com marketing voltado ao agronegócio e acredita no poder do marketing como ferramenta de transformação — capaz de valorizar quem produz, conectar toda a cadeia e construir pontes. Sua motivação diária é contribuir para um agro mais responsável, que comunica com propósito e gera impacto positivo do campo à mesa.

