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_Inovação e Sustentabilidade_
🚀 Rodadas de investimento aceleram avanço de agtechs
Rodadas de investimento são cruciais para o crescimento e escala de agtechs, permitindo que novos negócios no agronegócio obtenham capital para inovações e expansão. Embora o crescimento orgânico seja uma opção para manter o controle, plataformas de captação de recursos como Arara Seed e Captable defendem que a atração de investidores é fundamental para inovações caras, testes de campo e ganho de escala. Casos como Cowmed, que faturou R$ 12 milhões em 2024 após várias rodadas de investimento, e Agroboard, que cresceu mais de quatro vezes em receita desde seu aporte inicial, demonstram como o capital externo acelera o desenvolvimento de produtos e a contratação de talentos, mitigando riscos e fortalecendo a relação com o cliente. Empresas como a recém-lançada Pastu também planejam buscar investimentos substanciais para atingir suas ambiciosas metas de crescimento e monitoramento de gado.
Leia mais em: Globo Rural
_Mercado e Investimentos_
🏦 BNDESPAR investe R$114 milhões no Grupo Santa Clara para apoiar estratégia de economia verde
O BNDESPAR, braço de atuação no mercado de capitais do BNDES, anunciou um investimento de R$114 milhões no Grupo Santa Clara. Fundado em 1997 e sediado em Ribeirão Preto (SP), o Grupo Santa Clara atua no desenvolvimento, produção e comercialização de fertilizantes especializados e bioinsumos. Este aporte financeiro visa apoiar a estratégia do grupo em iniciativas relacionadas à economia verde, fortalecendo sua estrutura de capital e impulsionando seu plano de negócios, que inclui investimentos em inovação, expansão da produção e crescimento de mercado no setor.
Leia mais em: Uol Economia
💼 BREAKING: Totvs compra a Linx da Stone por R$ 3 bilhões
A Totvs adquiriu a Linx da Stone por R$ 3,05 bilhões, em uma transação vista como estratégica para ambas as empresas. A Stone decidiu vender a Linx devido à complexidade da integração com seus serviços financeiros, e o valor da venda, que representa cerca de 15% de seu valor de mercado, deve ser direcionado para recompras de ações e dividendos. A Totvs, por sua vez, adquiriu a Linx por um múltiplo considerado favorável, abaixo de sua própria negociação, fortalecendo sua posição no mercado de software. A parceria de integração entre Stone e Linx não será mantida, abrindo espaço para novas disputas no setor.
Leia mais em: Brazil Journal
🌾 XP prepara retomada de ofertas de Fiagros para setembro
A XP Investimentos planeja retomar as ofertas de Fiagros em setembro, com duas gestoras buscando levantar entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões cada, após um hiato de dois anos. As novas ofertas terão classes sênior e subordinada para maior proteção ao investidor, não serão listadas em bolsa e exigirão cinco anos para resgate do principal. Essa retomada visa reativar o mercado de Fiagros, que enfrentou desafios como inadimplência e recuperação judicial no ano passado, afetando fundos listados. A transparência sobre problemas passados, a recuperação dos resultados dos fundos e a inversão da curva de juros são vistos como cruciais para a recuperação do setor, com gestoras buscando recompor reservas, reduzir riscos e investir em produtos nichados para proteção patrimonial.
Leia mais em: The Agribiz
🥩 Brasil deve bater recorde de exportação de carne bovina mesmo sem os EUA, diz analista
A exportação de carne bovina brasileira para os Estados Unidos teve uma queda de 80% em três meses, com junho sendo o único mês de declínio na comparação mensal. No entanto, o saldo do primeiro semestre de 2025 ainda é “extremamente satisfatório”, com um aumento de quase 100% nos embarques em relação ao mesmo período de 2024. Apesar da preocupação com o “tarifaço” imposto pelos EUA, que já impacta o preço da arroba no mercado interno, o Brasil mantém um desempenho “espetacular” nas exportações globais, especialmente para a Ásia. Espera-se que, mesmo com as novas tarifas, o país alcance um novo recorde de embarques em 2025, buscando ampliar sua presença em mercados existentes e conquistar novos, como Japão e Coreia do Sul, enquanto países como Austrália, Uruguai e Argentina podem se beneficiar da ausência brasileira no mercado americano.
Leia mais em: Canal Rural
_Logística e Comércio Exterior_
🛢️ EUA travam até etanol para SAF do Brasil, que pode agora decolar em outras rotas
Os Estados Unidos, sob o governo Trump, implementaram políticas que travam a exportação de etanol de cana-de-açúcar do Brasil para a produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), cortando incentivos fiscais para fontes renováveis e os limitando a produtores e matérias-primas norte-americanas. Essa mudança, juntamente com ameaças de taxação, impactou empresas brasileiras como a Raízen, que já havia realizado embarques para a produção de SAF nos EUA. Diante desse cenário, o Brasil busca novas rotas para seu etanol, com a União Europeia surgindo como uma alternativa promissora devido à aceitação do etanol de cana e suas baixas emissões, enquanto internamente, o aumento da mistura de etanol na gasolina e o programa Combustível do Futuro podem absorver parte da demanda. O setor produtivo brasileiro vê o uso em larga escala do etanol para SAF como uma meta de médio prazo, dependendo da definição de rotas e matérias-primas prioritárias.
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🍇 Tarifaço dos EUA impõe ‘pior momento do ano’ para produtores de uva do Vale do São Francisco
O “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos, que inclui uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025, deve impactar severamente as exportações de frutas como manga e uva. Essas frutas, que representam a maior parte das exportações frutíferas do Brasil para o mercado norte-americano, enfrentarão uma queda nos preços devido ao excesso de oferta nos mercados interno e europeu. Produtores de manga, que já iniciaram a colheita, serão os primeiros a sentir o impacto, podendo até mesmo cogitar não colher os frutos devido à inviabilidade econômica. O setor frutícola busca apoio governamental e soluções diplomáticas para reverter ou minimizar os efeitos dessas tarifas, que podem desestabilizar a cadeia produtiva e comprometer investimentos futuros.
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_Cotações_
🌱 Preço da soja cai no Brasil, mas tendência é de alta
O preço da soja no Brasil tem apresentado volatilidade em 2025, com quedas recentes em algumas praças e nos contratos futuros de curto prazo, influenciadas por fatores como maior oferta e ajustes econômicos. No entanto, a tendência geral para o futuro é de alta, impulsionada pela demanda global, valorização de outros óleos vegetais e expectativas de condições climáticas adversas nos EUA. Apesar da pressão de desvalorização dos prêmios no mercado interno, a cadeia da soja deve impulsionar o PIB do agronegócio, com o esmagamento agregando valor e a demanda global sustentando os preços, embora a gestão ativa e o monitoramento de indicadores sejam cruciais para os produtores.
Leia mais em: GloboRural
🐂 Preço do boi gordo oscila entre estabilidade e queda com efeitos do tarifaço dos EUA
O preço do boi gordo no Brasil tem oscilado entre estabilidade e queda, com forte pressão nas cotações em diversas praças pecuárias, impulsionado principalmente pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos. Essa medida torna a carne bovina brasileira menos competitiva no mercado norte-americano, levando a indústria a buscar outras rotas de exportação. A entrada de animais confinados no mercado e uma demanda mais lenta no atacado também contribuem para a pressão baixista. Apesar do cenário desafiador no curto prazo, a expectativa para o segundo semestre é de um ajuste gradual da cadeia e recuperação da demanda externa, o que pode trazer um panorama mais positivo para o setor.
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Tenham, todos, uma ótima quarta-feira e uma excelente semana!
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About The Author
Sarah Bernardo
administrator
Sarah é analista de marketing da Rural, formada em zootecnia pela UENF, mestranda e com MBA em Marketing pela ESALQ/USP.
Atua há 4 anos com marketing voltado ao agronegócio e acredita no poder do marketing como ferramenta de transformação — capaz de valorizar quem produz, conectar toda a cadeia e construir pontes. Sua motivação diária é contribuir para um agro mais responsável, que comunica com propósito e gera impacto positivo do campo à mesa.

