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Mercado e Investimentos
🏦 Nagro atrai investimentos de gigantes como Rabobank e Itaú para acelerar crédito ao pequeno produtor
A fintech Nagro, especializada em crédito para produtores rurais de pequeno e médio porte, consolidou sua posição no mercado ao atrair investimentos estratégicos do Rabobank e do Itaú Unibanco. O interesse dessas instituições financeiras reflete o sucesso do modelo de negócio da startup, que utiliza tecnologia proprietária e inteligência de dados para realizar análises de risco de forma ágil e precisa. Com o novo aporte, a Nagro planeja expandir sua carteira de crédito e aprimorar sua plataforma digital, focando em produtores que tradicionalmente encontram dificuldades de acesso ao sistema bancário convencional. Essa parceria entre a fintech e bancos de grande porte demonstra uma tendência de colaboração para democratizar o financiamento no campo, garantindo liquidez e suporte financeiro para o desenvolvimento da produção agrícola brasileira em 2026.
Leia mais em: Brazil Journal
📈 Ministério da Agricultura eleva projeção do Valor Bruto da Produção para R$ 1,39 trilhão em 2026
O Ministério da Agricultura e Pecuária revisou para cima a estimativa do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária para 2026, projetando um faturamento de 1,392 trilhão de reais. Apesar da elevação em relação ao mês anterior, o montante representa uma leve queda de 2% em comparação a 2025, queda explicada pelos menores preços das commodities e pela desaceleração da produtividade. O faturamento das lavouras deve somar 900,4 bilhões de reais, com destaque para a soja, que deve crescer 6,7%, e o café, com alta de 3%. Já a pecuária deve atingir 491,1 bilhões de reais, impulsionada pela cadeia de bovinos, que prevê um avanço de 4,5%. Culturas como o milho e o trigo, entretanto, enfrentam projeções de recuo no faturamento bruto, refletindo a volatilidade do mercado global neste início de 2026.
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Logística e Comércio Exterior
🇪🇺 Alemanha e Itália cobram reformas urgentes na União Europeia para garantir competitividade frente à China e aos EUA
Alemanha e Itália, as principais potências industriais da Europa, apresentaram um documento conjunto exigindo mudanças radicais na estrutura econômica da União Europeia. O alerta indica que o bloco corre o risco de perder soberania e padrão de vida caso não reduza a burocracia interna e acelere a aprovação de licenças para investimentos. Segundo o documento, as barreiras internas no mercado europeu equivalem a tarifas de até 44% no comércio de mercadorias e impressionantes 110% no setor de serviços, o que trava o crescimento regional. Os líderes Friedrich Merz e Giorgia Meloni pressionarão por uma estratégia coordenada em cúpulas agendadas para fevereiro e março de 2026, visando atrair capital e fortalecer as empresas europeias diante da agressiva expansão industrial chinesa e dos subsídios norte-americanos.
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🏛️ Acordo UE-Mercosul abre nova era para as exportações do agronegócio brasileiro
A assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para este sábado em Foz do Iguaçu, representa um marco estratégico para o agronegócio brasileiro. Atualmente, o bloco europeu consolidou-se como o segundo maior cliente do Brasil, perdendo apenas para a China, e a criação desta zona de livre comércio deve reduzir drasticamente as barreiras tarifárias para produtos essenciais como carne bovina, soja, café, milho e etanol. Em 2025, as exportações brasileiras para a Europa já demonstraram forte resiliência, e o novo tratado promete ampliar a competitividade do país frente a outros grandes produtores mundiais. Além do ganho de mercado, o acordo exige que o Brasil reforce seus mecanismos de rastreabilidade e cumpra rigorosos protocolos ambientais, transformando a sustentabilidade em um diferencial logístico fundamental para garantir o fluxo contínuo de mercadorias para os 27 países membros do bloco europeu.
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🇸🇦 Arábia Saudita e Vietnã abrem mercados para novos produtos do agronegócio brasileiro
O Brasil expandiu sua presença no comércio global com a abertura de novos mercados na Arábia Saudita e no Vietnã para produtos estratégicos do agronegócio. A Arábia Saudita autorizou a importação de sementes de hortaliças e flores, enquanto o Vietnã abriu suas fronteiras para o farelo de soja brasileiro, fortalecendo a pauta exportadora para o Sudeste Asiático. Essas conquistas são fruto de intensas negociações sanitárias conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, visando diversificar os destinos das exportações e reduzir a dependência de mercados tradicionais. Para 2026, essas aberturas representam uma oportunidade importante para empresas de biotecnologia e processamento de grãos, que agora podem acessar consumidores com demanda crescente por insumos de alta qualidade e proteína vegetal. A consolidação desses novos fluxos comerciais também exige uma logística eficiente para garantir que os produtos brasileiros mantenham a competitividade em rotas internacionais cada vez mais disputadas.
Leia mais em: Globo Rural
🧪 Paraná lidera registros de ferrugem asiática no Brasil com 112 ocorrências confirmadas
O avanço da ferrugem asiática na safra 2025/2026 acendeu o alerta máximo entre os sojicultores brasileiros, com o registro de 214 casos da doença no país. Segundo dados do Consórcio Antiferrugem, o estado do Paraná concentra mais da metade das ocorrências, somando 112 focos detectados. A doença, que pode reduzir a produtividade em até 70%, tem se espalhado devido a fatores climáticos como a alta umidade, que favorece a sobrevivência de plantas voluntárias. Especialistas recomendam a adoção imediata de manejos preventivos tecnológicos, incluindo o uso de fungicidas multissítios e a utilização de cultivares com ciclo precoce como estratégia de escape. O monitoramento constante das lavouras e o cumprimento rigoroso do vazio sanitário são apontados como as ferramentas fundamentais para garantir a sustentabilidade econômica da produção de soja e mitigar perdas devastadoras em 2026.
Leia mais em: Canal Rural
Cotações
📈 Soja, milho e trigo avançam na Bolsa de Chicago impulsionados por fatores climáticos e geopolíticos
Os contratos futuros das principais commodities agrícolas registraram alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A soja subiu com o suporte de uma demanda externa robusta pelos grãos dos Estados Unidos e pelas incertezas climáticas na América do Sul, que podem afetar o potencial produtivo da safra. O milho acompanhou o movimento de valorização, sustentado pela alta do petróleo no mercado internacional e pelo posicionamento de fundos de investimento que buscam proteção contra a inflação global. Já o trigo apresentou ganhos expressivos devido ao agravamento das tensões geopolíticas no Leste Europeu, o que gera preocupações sobre a continuidade do fluxo de exportações na região do Mar Negro. Esse cenário de valorização nas cotações internacionais exerce pressão positiva sobre os preços no mercado brasileiro, embora a oscilação do dólar e os custos logísticos locais ainda influenciem a rentabilidade final dos produtores nacionais em 2026.
Leia mais em: Globo Rural
🍚 Preço do arroz segue pressionado pelo excesso de oferta e baixo ritmo de comercialização
O mercado brasileiro de arroz inicia 2026 com os preços em queda, influenciados por uma oferta interna elevada e pela retração dos compradores. Segundo analistas do setor, a disponibilidade de grão remanescente da safra anterior somada à proximidade da colheita da nova safra no Rio Grande do Sul tem gerado um excedente que pressiona as cotações nas principais praças produtoras. As indústrias operam com estoques confortáveis e demonstram pouco interesse em novas aquisições no curto prazo, o que limita a liquidez do mercado físico. No cenário externo, a competitividade do produto brasileiro é desafiada pela ampla oferta global, especialmente de países asiáticos, o que dificulta o escoamento via exportações para aliviar o estoque doméstico. Para o produtor, o cenário exige cautela no manejo financeiro e uma gestão estratégica das vendas para mitigar os impactos da baixa rentabilidade neste primeiro trimestre.
Leia mais em: Globo Rural
Tenham, todos, uma ótima quinta-feira e uma excelente semana!
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About The Author
Ana Luiza
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Ana Luiza é graduanda em Administração na ESALQ-USP e atualmente integra a equipe da Rural, atuando como estagiária em Research e Conteúdo. Sua rotina envolve a curadoria de notícias, produção de relatórios e desenvolvimento de conteúdos sobre inovação no setor do agronegócio.
Ao longo da graduação, Ana Luiza teve experiências que reforçam sua afinidade com o agronegócio e a análise estratégica. Atuou no CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com foco na análise de mercado. Fez parte do grupo de extensão MarkEsalq, onde trabalhou com marketing e dados de engajamento nas redes sociais. E além disso, também integrou a EJEA (Empresa Júnior de Economia e Administração da ESALQ-USP), atuando com clima organizacional.
Motivada por aprender, se desafiar e gerar impacto, Ana Luiza acredita que a troca entre pessoas, conhecimento e propósito é o que transforma ideias em soluções.

