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_Inovação e Sustentabilidade_
🌟 MS é destaque em inovação e lidera Centro-Oeste em número de startups
Mato Grosso do Sul lidera o Centro-Oeste em número de startups, com 595 empresas registradas, segundo o Observatório Sebrae Startups. O Estado ocupa o nono lugar no ranking nacional, destacando-se em áreas como agronegócio, impacto ambiental e saúde. A combinação de políticas públicas, universidades qualificadas e a diversidade de setores impulsiona o ecossistema de inovação. A pandemia acelerou a digitalização, enquanto a inteligência artificial facilitou o acesso a ferramentas para novos negócios. Editais públicos e a Lei 14.133, que simplifica compras governamentais de inovação, também contribuem para o crescimento. Investir em startups exige persistência, mas o cenário é promissor, com muitas empresas em fase de estruturação e expansão.
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_Mercado e Investimentos_
📈 PIB da cadeia da soja e do biodiesel deve crescer 11% no Brasil neste ano
O PIB da cadeia da soja e do biodiesel no Brasil deve crescer quase 11% em 2025, impulsionado pela safra recorde de 170 milhões de toneladas e pelo aumento no esmagamento da oleaginosa, que deve atingir 57,8 milhões de toneladas, segundo projeção do Cepea em parceria com a Abiove. A renda gerada pela cadeia deve subir 18,2%, alcançando R$ 820,9 bilhões, após três anos de queda. O crescimento é atribuído, em parte, à maior demanda por biodiesel, cuja mistura ao diesel fóssil subirá para 15% em agosto, compensando a estagnação no consumo de óleo comestível. A expectativa é de aumento expressivo no PIB da soja (24,1%), com geração de empregos em alta — mais de 2,44 milhões de pessoas ocupadas no setor no primeiro trimestre. Apesar de incertezas geopolíticas e comerciais, como disputas globais e variações no preço do petróleo, as perspectivas seguem positivas, com destaque para o papel do biodiesel como alternativa energética.
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🌱 Depois de RJ, Rio Pardo retoma fôlego e vai captar R$ 300 milhões para ampliar fábrica de proteína vegetal
A Rio Pardo Proteína Vegetal (RPPV), especialista na produção de SPC (soy protein concentrate) em Sidrolândia (MS), enfrentou crise após a guerra na Ucrânia fazer os custos do frete marítimo explodirem, levando à recuperação judicial no fim de 2023 — com R$ 160 milhões em dívidas. Após reestruturação, com apoio da One Partners liderada por Bernardo Parnes, quitou dois terços das dívidas, voltou à lucratividade e projeta R$ 150 milhões em receita e R$ 10 milhões de Ebitda em 2025. Agora, vai captar R$ 300 milhões para expandir sua planta de 160 t/dia para 600 t/dia, com meta de faturamento anual entre R$ 800–850 milhões e Ebitda de R$ 140–150 milhões. A empresa aposta em diversificação de mercado — com certificações científicas, novos produtos premium e expansão para o mercado interno e exportações (incluindo Itália e China) —, e estuda ainda parcerias futuras para atender a demanda da China e do mercado de aquicultura, como o salmão no Chile.
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💵 Com produção recorde e margens melhores, Yara lucra US$ 413 milhões no segundo trimestre de 2025
A Yara International obteve um desempenho expressivo no segundo trimestre de 2025: registrou lucro líquido de US$ 413 milhões (ante US$ 3 milhões no mesmo período de 2024), com receita subindo 11,4%, para US$ 3,9 bilhões. O EBITDA ajustado cresceu 27%, atingindo US$ 652 milhões, impulsionado por margens mais elevadas e cortes eficazes nos custos. O resultado por regiões mostrou destaque nas Américas (US$ 239 milhões, +43%), Europa (US$ 128 milhões, +45%) e África/Ásia (US$ 90 milhões, +16%), com o Brasil contribuindo com 1,3 milhão de toneladas entregues e receita de US$ 850 milhões, 32% acima do ano anterior. A produção total de fertilizantes atingiu recorde de 4,8 milhões de toneladas, e as entregas alcançaram 6,2 milhões de toneladas. Além disso, o plano de redução de custos previsto para gerar US$ 150 milhões até o final de 2025 foi turbinado para uma economia estimada de US$ 180 milhões, e o CAPEX foi reduzido de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,1 bilhão.
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_Logística e Comércio Exterior_
🍬 Com fala sobre Coca-Cola, Trump tumultua mercado de açúcar
O mercado global de açúcar vive um momento de tensão e expectativa diante de incertezas na produção brasileira e novos fatores políticos. O ex-presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, o que afeta diretamente a exportação de açúcar e etanol para os EUA, além de cogitar uma investigação sobre a tarifa brasileira ao etanol importado. Em paralelo, Trump sugeriu que a Coca-Cola poderia voltar a usar açúcar de cana em vez de xarope de milho, o que criaria uma nova demanda de 1,4 milhão de toneladas ao ano — uma oportunidade para o Brasil, principal exportador. A especulação fez os preços internacionais do açúcar subirem mais de 7% na Bolsa de Nova York, após meses de queda. No entanto, o impacto do tarifaço ameaça especialmente as usinas do Norte e Nordeste, que teriam um custo extra estimado em US$ 27,9 milhões. Ao mesmo tempo, sinais de uma safra mais fraca no Centro-Sul e a menor qualidade da cana aumentam a volatilidade do setor, enquanto o mercado aguarda dados mais concretos para entender os rumos da produção e do comércio global de açúcar.
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🌾 Abrapa prevê reposicionamento e impacto indireto no produtor com tarifaço do ‘concorrente
A reportagem “Abrapa prevê reposicionamento e impacto indireto no produtor com tarifaço do ‘concorrente'” destaca que, embora o Brasil exporte pouco algodão diretamente aos EUA (4% do volume), o setor têxtil brasileiro sofre com a possível taxa de 50% sobre produtos têxteis norte-americanos — como jeans e cama, mesa e banho — o que pode gerar queda na demanda e atingir indiretamente os cotonicultores. Apesar desse risco, o mercado global segue aquecido: boa parte da safra atual já foi vendida e 60% da próxima safra está comercializada. A Abrapa também prevê que, para driblar gargalos logísticos — como os do Porto de Santos, responsável por 74% dos embarques —, alternativas como os portos de Salvador, Itaguaí e rotas bioceânicas serão analisadas para garantir o escoamento.
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Tenham, todos, uma ótima segunda-feira e uma excelente semana!
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About The Author
Sarah Bernardo
administrator
Sarah é analista de marketing da Rural, formada em zootecnia pela UENF, mestranda e com MBA em Marketing pela ESALQ/USP.
Atua há 4 anos com marketing voltado ao agronegócio e acredita no poder do marketing como ferramenta de transformação — capaz de valorizar quem produz, conectar toda a cadeia e construir pontes. Sua motivação diária é contribuir para um agro mais responsável, que comunica com propósito e gera impacto positivo do campo à mesa.

