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Especial: Agro na COP30
🤝 BNDES, Bradesco e Fundo Ecogreen criam certificadora brasileira de carbono
A diretora de Sustentabilidade da JBS, Liège Correia, afirmou na COP30 que o Brasil já possui uma base sólida de rastreabilidade na pecuária (a GTA), mas que o desafio é ganhar escala e garantir inclusão produtiva. Ela destacou a iniciativa do Pará, que será obrigatório em janeiro de 2026, como uma importante adicionalidade para o rastreio individual. A executiva ressaltou que a consolidação do sistema depende da colaboração entre governo, empresas e produtores, além de crédito climático com juros atrativos e prazos longos para o produtor se regularizar.
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🔍 Brasil deve ampliar rastreabilidade com foco em escala e inclusão, diz diretora da JBS
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Bradesco e o Fundo Ecogreen lançaram na COP30 a Ecora, a primeira certificadora brasileira de créditos de carbono. A nova empresa visa estruturar o mercado nacional de certificação e apoiar a transição para uma economia de baixo carbono. A Ecora atuará em todos os biomas brasileiros, com foco na rastreabilidade e transparência dos créditos, buscando reduzir custos operacionais para os pequenos produtores e fortalecer a competitividade internacional dos créditos brasileiros.
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🌱 CropLife Brasil lança documento sobre inovação e clima durante a COP30
A CropLife Brasil, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), lançou o documento “Caminhos do Agro: Inovação pelo Clima” na COP30. A publicação destaca como o agronegócio brasileiro tem adotado tecnologias sustentáveis para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais, posicionando o setor como central na transição para uma economia de baixo carbono. O documento ressalta o crescimento do uso de bioinsumos no Brasil (cerca de 30% da área agrícola), que nos últimos três anos cresceu a um ritmo quatro vezes superior à média mundial.
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Inovação e Sustentabilidade
💰 BNDES estima R$ 73,7 bi em investimentos sustentáveis após chamada
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que sua chamada pública de mitigação climática recebeu 45 propostas de fundos com potencial para mobilizar R$ 73,7 bilhões em investimentos para projetos ambientais até 2027. O balanço foi apresentado durante a COP30, em Belém. O BNDES planeja aportar R$ 5 bilhões e alavancar mais R$ 15 bilhões do setor privado, marcando o retorno do banco ao investimento direto em empresas (equity) para impulsionar a descarbonização, a transição energética e a agricultura verde.
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💰 Itaú BBA estuda linha de crédito ESG exclusiva para a pecuária
O Itaú BBA, com R$ 3 bilhões em crédito ESG, estuda lançar uma linha de crédito exclusiva para a pecuária, com possível lançamento em 2026. O banco avalia modelos para financiar as diferentes fases da atividade (cria, recria e engorda), que demandam soluções em eficiência e redução de emissões de metano. O estudo aproveita o sucesso do Programa Reverte (recuperação de pastagens) e busca ampliar parcerias intracadeias para mitigar riscos e impulsionar a sustentabilidade no setor.
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Mercado e Investimentos
💰 BASF e Farmtech disponibilizam crédito de R$ 500 milhões para safra
A BASF e a agfintech Farmtech fecharam uma parceria para disponibilizar R$ 500 milhões em crédito rural, com o objetivo de financiar a safra. Esta iniciativa visa ampliar a oferta de capital para produtores, especialmente pequenos e médios, em um momento de escassez de crédito tradicional no campo. A operação, que utiliza modalidades alternativas e digitais (como CPRFs eletrônicas), é estratégica para garantir a compra de insumos e o avanço da produção agrícola.
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❌ Inadimplência do produtor rural no Brasil sobe para 8,1% no 2º tri, aponta Serasa
O índice de inadimplência do produtor rural no Brasil atingiu 8,1% no segundo trimestre de 2025, um aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior, segundo a Serasa Experian. O aumento contínuo reflete o acúmulo de desafios de fluxo de caixa e o endividamento do setor. Os grandes proprietários e os produtores sem registro formal (arrendatários/grupos familiares) são os grupos com maior inadimplência. O cenário exige atenção e reestruturação, apesar do alívio trazido pela colheita recorde de grãos em 2025.
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Logística e Comércio Exterior
☕ Exportações de café do brasil caem 20% em volume, mas receita sobe
O volume de café exportado pelo Brasil recuou 20% em outubro devido a problemas logísticos em portos e ao tarifaço de 50% imposto pelos EUA, que derrubou as vendas para aquele país em mais de 51% no período de agosto a outubro. Apesar da queda nos embarques, a receita cambial aumentou 12,6%, impulsionada pelas cotações mais altas no mercado internacional.
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Clima
🍇 Produção global de vinho é prejudicada por choques climáticos, diz OIV
A produção mundial de vinho está 7% abaixo da média dos últimos cinco anos, mantendo-se em níveis reduzidos pelo terceiro ano consecutivo. A Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) atribuiu a baixa à ocorrência de choques climáticos extremos e voláteis, como calor, seca e geadas. Embora a produção total tenha subido ligeiramente em 2025, o crescimento limitado é visto como positivo para estabilizar os estoques globais, diante da fraca demanda e incerteza no comércio mundial.
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Tenham, todos, uma ótima quinta-feira e uma excelente semana!
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About The Author
Ana Luiza
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Ana Luiza é graduanda em Administração na ESALQ-USP e atualmente integra a equipe da Rural, atuando como estagiária em Research e Conteúdo. Sua rotina envolve a curadoria de notícias, produção de relatórios e desenvolvimento de conteúdos sobre inovação no setor do agronegócio.
Ao longo da graduação, Ana Luiza teve experiências que reforçam sua afinidade com o agronegócio e a análise estratégica. Atuou no CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com foco na análise de mercado. Fez parte do grupo de extensão MarkEsalq, onde trabalhou com marketing e dados de engajamento nas redes sociais. E além disso, também integrou a EJEA (Empresa Júnior de Economia e Administração da ESALQ-USP), atuando com clima organizacional.
Motivada por aprender, se desafiar e gerar impacto, Ana Luiza acredita que a troca entre pessoas, conhecimento e propósito é o que transforma ideias em soluções.


