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Inovação e Sustentabilidade
📶 Fazenda Conectada corta R$ 1 milhão em custos com 4G no campo
A Fazenda Conectada, projeto da Case IH em parceria com a TIM localizado em Água Boa (MT), consolidou resultados expressivos na safra 2024/25, comprovando que a conectividade é um investimento com retorno financeiro direto para o produtor. Através da implementação de infraestrutura 4G, a propriedade registrou uma economia de R$ 1 milhão em custos operacionais e reduziu o custo por hectare em 7%. O monitoramento de frotas em tempo real permitiu uma redução de 32% no consumo de combustível e a diminuição da janela de colheita em oito dias devido ao ganho de 25% na eficiência diária das máquinas. Em termos de produtividade, a fazenda alcançou a média de 75 sacas de soja por hectare, desempenho 27% superior à média nacional. Além dos ganhos econômicos, a iniciativa promoveu avanços sustentáveis, reduzindo em 23,6% as emissões de CO2 por saca produzida, e gerou um impacto social positivo ao levar internet para mais de 25 mil moradores da região, beneficiando escolas e hospitais locais.
Leia mais em: Forbes
🌱 Corteva e BP lançam joint venture para matéria-prima de biocombustíveis
A Corteva e a BP anunciaram o lançamento da Etlas, uma joint venture focada na produção de óleos a partir de culturas como canola, mostarda e girassol para a fabricação de biocombustíveis, incluindo combustível sustentável para aviação (SAF) e diesel renovável (RD). A parceria une a tecnologia de sementes da Corteva à expertise de refino e comercialização da BP, com a meta de produzir 1 milhão de toneladas de matéria-prima por ano até meados de 2030. Um dos diferenciais do projeto é o uso de culturas intermediárias em áreas agrícolas já existentes durante períodos de entressafra, o que evita a necessidade de novas áreas de cultivo e promove a saúde do solo. Além de apoiar a descarbonização do setor de transportes, a Etlas cria uma nova fonte de receita para os agricultores, integrando a produção de energia renovável ao sistema de safras tradicionais de alimentos.
Leia mais em: Nova Cana
Mercado e Investimentos
💰 BASF e Opea anunciam quarta rodada de FIAGRO FIDC, com captação de R$ 1,4 bilhão
A BASF Soluções para Agricultura e a securitizadora Opea concluíram a quarta captação do FIAGRO FIDC Opea Agro Insumos, levantando R$ 1,4 bilhão para financiar o acesso de agricultores a tecnologias e insumos de ponta. A operação, que contou com a liderança do Itaú BBA, baseia-se na cessão de recebíveis provenientes da venda de produtos para distribuidores, cooperativas e produtores rurais, permitindo à companhia expandir as suas vendas sem gerar endividamento adicional. O fundo registou um crescimento de 30% ao longo de 2025, consolidando-se como uma ferramenta estratégica de crédito estruturado num cenário de elevada procura por capital de giro no campo. Para a BASF, a iniciativa reforça o compromisso de longo prazo com o agronegócio brasileiro ao oferecer soluções financeiras customizadas que respeitam a ciclicidade do mercado, enquanto a Opea atinge a marca de R$ 4,3 bilhões sob gestão no setor, reafirmando a força dos instrumentos de securitização como o CRA e o FIDC na modernização do financiamento rural.
Leia mais em: Startupi
🍷 Do vinho aos medicamentos: como o acordo UE-Mercosul deve afetar o bolso dos brasileiros
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, abrangendo um mercado de 720 milhões de consumidores, promete transformar o consumo e a produção no Brasil ao longo das próximas décadas. Para o consumidor final, o impacto mais imediato será a maior oferta e a redução gradual de preços de produtos tradicionais europeus, como vinhos, queijos, azeites, chocolates e lácteos, além de medicamentos e itens farmacêuticos que hoje representam boa parte das importações. No setor automóvel, a taxa de importação de 35% será zerada em até 15 anos, embora o barateamento de veículos complexos dependa da estabilização das cadeias globais de componentes. Do lado da produção, a redução de tarifas sobre máquinas, tratores, drones e sistemas de agricultura de precisão deve modernizar o agronegócio nacional e reduzir custos para produtores de todos os tamanhos. Embora o aumento das exportações para a Europa possa gerar uma ligeira pressão sobre a oferta interna de alguns produtos agrícolas, analistas consideram improvável um impacto inflacionário relevante, destacando que o ganho em eficiência tecnológica e a abertura de um mercado de US$ 22 trilhões trarão benefícios estruturais em cascata para toda a economia brasileira.
Leia mais em: G1
🌽 BNDES aprova R$ 950 milhões para usina de etanol de milho da Inpasa na Bahia
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 950 milhões para a construção da sexta biorrefinaria da Inpasa Agroindustrial no Brasil, a primeira localizada na Bahia. O projeto será implantado no município de Luís Eduardo Magalhães, polo do agronegócio no oeste baiano, com foco na produção de etanol anidro e hidratado a partir do processamento de milho e sorgo. Os recursos provêm do Fundo Clima e da linha Finem, marcando a primeira parceria institucional entre a empresa e o banco de fomento. Com capacidade para moer até 1 milhão de toneladas de grãos por ano, a unidade deve produzir cerca de 498 milhões de litros de etanol, além de óleo vegetal, energia elétrica e DDGs para nutrição animal. A iniciativa visa transformar a Bahia de importadora em exportadora de biocombustíveis, gerando cerca de 500 empregos diretos e 3 mil indiretos na região, com operação plena prevista para 2027.
Leia mais em: Canal Rural
🍇 Colheita da uva é aberta no RS com expectativa de repetir safra recorde
A colheita da uva de 2026 foi aberta oficialmente em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, com a expectativa de que o Rio Grande do Sul repita ou supere o desempenho recorde da safra anterior, quando foram colhidas 957 mil toneladas. Segundo a Secretaria Estadual de Agricultura, o cenário otimista é sustentado pelas condições climáticas favoráveis durante o desenvolvimento dos vinhedos, o que garante qualidade e volume para a produção de vinhos e sucos. O setor, que envolve cerca de 15 mil famílias em 48 mil hectares, consolida a posição do estado como o maior polo vitivinícola do país e um motor relevante para o PIB gaúcho. Além dos ganhos diretos na comercialização da fruta e seus derivados, a abertura da vindima impulsiona o turismo regional com eventos tradicionais, integrando o trabalho no campo ao desenvolvimento econômico e cultural da região.
Leia mais em: Agro Estadão
👨👩👧👦 Sucessão familiar: 30% ‘sobrevivem’ à segunda geração e apenas 5% à terceira
A continuidade do legado no agronegócio enfrenta desafios estruturais severos, com estatísticas indicando que apenas 30% das propriedades familiares sobrevivem à segunda geração e escassos 5% chegam à terceira. Segundo o projeto Soja Brasil, a baixa rentabilidade comparada a atividades urbanas, a fragmentação do patrimônio entre herdeiros e a exigente rotina do campo têm afastado os jovens da sucessão direta. Especialistas reforçam que a sobrevivência do negócio depende de um planeamento estratégico antecipado que vá além da transferência de terras, focando na profissionalização da gestão, na identificação de vocações e no diálogo familiar para evitar conflitos. Embora o cenário seja complexo, a modernização do setor e o uso de novas tecnologias começam a atrair herdeiros com visão empresarial, transformando a fazenda numa oportunidade de carreira estável e de alta performance, desde que o processo de transição seja conduzido com organização e clareza de funções entre as gerações.
Leia mais em: Canal Rural
Logística e Comércio Exterior
🇮🇷 Crise no Irã amplia riscos ao agro brasileiro
A instabilidade social e política no Irã, marcada por protestos e repressão, representa um risco econômico direto para o agronegócio brasileiro, uma vez que o país persa é o 5º maior destino das exportações do setor no Oriente Médio. Em 2024, as vendas para o Irã superaram os US$ 3 bilhões, concentradas em produtos essenciais como soja, milho, açúcar e carnes, tornando qualquer interrupção comercial um golpe significativo para o saldo comercial do Brasil. Além da ameaça ao escoamento de mercadorias, a crise pode desorganizar o fornecimento de ureia — o Irã foi o 3º maior fornecedor deste fertilizante para o Brasil no último ano —, pressionando ainda mais os custos de produção no campo em um momento de margens já apertadas. Embora a entrada do Irã no BRICS possa facilitar pagamentos e trocas bilaterais, a dependência de insumos estratégicos de nações politicamente instáveis expõe o Brasil a vulnerabilidades geopolíticas que podem comprometer a competitividade futura da lavoura nacional.
Leia mais em: Canal Rural
🏭 Setor sucroenergético lidera ranking de exportações do agro paulista em 2025
O setor sucroenergético consolidou-se como o principal motor das exportações do agronegócio paulista em 2025, sendo responsável por 31% do total das vendas externas do estado, o que equivale a US$ 8,95 mil milhões. De acordo com dados da APTA, o açúcar representou 93% deste montante, enquanto o etanol respondeu pelos restantes 7%. Apesar do forte desempenho, o setor registou uma retração de 28,4% em comparação com o ano anterior, influenciada pela oscilação de preços e volumes. No cálculo geral, o agro paulista obteve um superavit de US$ 23,09 bilhões, mesmo enfrentando o impacto do “tarifaço” norte-americano no segundo semestre, que provocou quedas acentuadas nos embarques para os EUA entre agosto e novembro. A China manteve-se como o principal destino dos produtos de São Paulo, seguida pela União Europeia, reforçando a importância da diversificação de mercados para sustentar o segundo maior resultado da série histórica das exportações do estado.
Leia mais em: Jornal Cana
⚖️ Acordo Mercosul-UE: Uma vitória histórica sob a sombra de novas barreiras
A aprovação provisória do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, ocorrida em janeiro de 2026, é analisada como um marco histórico e uma “grande vitória” geopolítica, mas que traz consigo o desafio de novas e rigorosas barreiras ambientais. De acordo com a análise, o desfecho de uma negociação que se arrastou por 25 anos foi acelerado por fatores externos, notadamente a postura protecionista de Donald Trump nos Estados Unidos, que empurrou a Europa a buscar alternativas estratégicas para reduzir sua dependência de grandes potências. Embora o fim de diversas tarifas alfandegárias prometa impulsionar o PIB e as exportações de commodities brasileiras — como carnes, açúcar e etanol —, o tratado inaugura uma era de “comércio condicionado”. Isso significa que o acesso ao mercado europeu está agora atrelado ao cumprimento estrito de metas de desmatamento zero e compromissos climáticos vinculativos, transformando a pauta ambiental em uma barreira não tarifária permanente. Além disso, a ratificação final ainda enfrenta forte resistência interna na Europa, especialmente de agricultores franceses que temem a competitividade do agronegócio sul-americano, o que deve manter a implementação do acordo sob vigilância e pressão política nos próximos meses.
Leia mais em: BBC Brasil
Tenham, todos, uma ótima terça-feira e uma excelente semana!
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About The Author
Ana Luiza
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Ana Luiza é graduanda em Administração na ESALQ-USP e atualmente integra a equipe da Rural, atuando como estagiária em Research e Conteúdo. Sua rotina envolve a curadoria de notícias, produção de relatórios e desenvolvimento de conteúdos sobre inovação no setor do agronegócio.
Ao longo da graduação, Ana Luiza teve experiências que reforçam sua afinidade com o agronegócio e a análise estratégica. Atuou no CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com foco na análise de mercado. Fez parte do grupo de extensão MarkEsalq, onde trabalhou com marketing e dados de engajamento nas redes sociais. E além disso, também integrou a EJEA (Empresa Júnior de Economia e Administração da ESALQ-USP), atuando com clima organizacional.
Motivada por aprender, se desafiar e gerar impacto, Ana Luiza acredita que a troca entre pessoas, conhecimento e propósito é o que transforma ideias em soluções.

