Bom dia Rural – 09/12/2025

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Inovação e Sustentabilidade

💻 A “Terceira Safra” Invisível: Como Software e Dados Impulsionam a Eficiência no Agro

A competitividade no agronegócio está migrando da simples acumulação de ativos físicos para a eficiência contínua impulsionada por software e dados (a chamada “terceira safra” intangível). Em um cenário de margens apertadas e capital seletivo, a tecnologia atua para desmaterializar a produção, ou seja, produzir a mesma saca ou arroba com menos desperdício de insumos, combustível e tempo. O modelo Software as a Service (SaaS) permite ao produtor e à indústria contratar inteligência como serviço, evitando imobilizar capital. A colheita e o uso estratégico dessa “terceira safra” de dados são essenciais para que os produtores se destaquem em governança e consigam acessar crédito mais barato, enquanto a resistência a essa lógica resultará em perda de competitividade.

Leia mais em: AgFeed

🍫 Produtores da Amazônia dominam premiação do Concurso Nacional de Cacau Especial

A Amazônia consolidou seu protagonismo no cacau de alto valor agregado, dominando a sétima edição do Concurso Nacional de Cacau Especial do Brasil, realizada em Cacoal (RO). A competição, que avalia atributos físico-químicos, sensoriais e de sustentabilidade, premiou produtores do Pará e Rondônia, reforçando o potencial do país no mercado de cacau premium. Na categoria Mistura, o campeão foi Robson Brogni (Pará), que também foi vice-campeão no prêmio global Cacao of Excellence. O domínio amazônico está ligado à adoção de Sistemas Agroflorestais (SAFs), que integram o cacau com espécies nativas, garantindo qualidade e sustentabilidade, ao mesmo tempo em que a região avança na recuperação da cobertura florestal.

Leia mais em: Globo Rural

Mercado e Investimentos

🔬 Rock River Laboratory compra a Deveron: por trás está a brasileira Aqua Capital

A Rock River Laboratory (EUA), uma rede de laboratórios com foco em análises agronômicas e nutrição animal, adquiriu todos os ativos da Deveron (Canadá), especializada em dados e serviços laboratoriais para a agricultura. O capital para a operação é aportado pelo Aqua Capital, um fundo de private equity fundado pelo economista Sebastian Popik e focado no agronegócio das Américas. A transação, que integra também os ativos da A&L Canada Laboratories, visa criar uma das maiores estruturas laboratoriais da América do Norte. O objetivo é capitalizar a crescente demanda por agricultura digital e análises de solo de alta velocidade, essenciais para monitorar carbono e otimizar a eficiência de insumos, o que pode gerar ganhos de produtividade de até 30%. O Aqua Capital, que administra US$ 1,1 bilhão, vê o setor de análises como um mercado com potencial para estruturar o mercado voluntário de carbono, estimado em US$ 50 bilhões globalmente.

Leia mais em: Forbes

💰 De olho no Agro, BTG Pactual e Ceres lançam FIAgro para direitos creditórios

O BTG Pactual Asset Management e a Ceres Investimentos firmaram uma parceria para lançar o FIAgro BTG Séries, um fundo focado em direitos creditórios (recebíveis) do agronegócio. A iniciativa visa capturar o crescimento do setor e aumentar a oferta de financiamento. A oferta do FIAgro é direcionada a investidores qualificados, com cotas seniores que, segundo a documentação, oferecem rentabilidade de CDI + 2% ao ano, com o fundo focado em uma carteira pulverizada por setor e contraparte.

Leia mais em: Pipeline

Logística e Comércio Exterior

🤝 ‘Pode ser um divisor de águas’, diz embaixadora sobre acordo entre Mercosul e União Europeia

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) entrou na fase final de negociações após 25 anos de tratativas. A embaixadora da UE no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou que as próximas votações no bloco europeu serão decisivas para que o acordo possa ser assinado ainda em dezembro. As etapas cruciais incluem uma votação no Parlamento Europeu (16 de dezembro) e, principalmente, a decisão no Conselho da União Europeia (18 de dezembro), onde é necessário consenso entre os 27 Estados-membros. Schuegraf destacou que o acordo “poderia ser um divisor de águas nas nossas relações”, com otimismo profissional sobre a possibilidade de assinatura oficial no dia 20 de dezembro.

Leia mais em: Canal Rural

🚢 China aumenta importações de soja e caminha para recorde de 112 milhões de toneladas

As importações de soja pela China atingiram o maior nível em novembro desde 2021, totalizando 8,11 milhões de toneladas. As chegadas anuais do maior comprador mundial de soja estão projetadas para um recorde de cerca de 112 milhões de toneladas em 2025. Este aumento é impulsionado por fortes compras da América do Sul (especialmente o Brasil) e por uma trégua comercial com os Estados Unidos. A China evitou a soja americana por meses, mas retomou algumas compras após conversas diplomáticas, embora o volume recente (cerca de 2,7 milhões de toneladas dos EUA) permaneça abaixo da meta estabelecida pela Casa Branca.

Leia mais em: Forbes

Cotações

📉 Comercialização lenta expõe sojicultor a risco de queda nos preços, alerta analista

A comercialização da safra de soja brasileira está muito atrasada em comparação com anos anteriores, gerando preocupação para o setor. O analista Rafael Silveira (Safras & Mercado) alerta que o sojicultor que não antecipar as vendas e fixar os preços está exposto a um risco significativo de queda nas cotações no primeiro semestre de 2026. Isso se deve à expectativa de uma safra muito boa no Brasil e de um melhor estoque de passagem para o próximo ano. Os preços da soja têm sido voláteis, influenciados pela trégua comercial entre China e EUA, que gerou pressão nos prêmios brasileiros. A orientação ao produtor é avançar na comercialização para garantir previsibilidade e fluxo de caixa.

Leia mais em: Canal Rural

📉 Preço da mandioca tem maior queda semanal desde julho

As cotações da mandioca caíram 4,4% na última semana, registrando a maior desvalorização semanal desde julho, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A queda é resultado do descompasso entre oferta e demanda. A oferta aumentou devido ao clima mais favorável e à necessidade de capitalização dos produtores, que anteciparam a colheita diante de expectativas de preços mais baixos para 2026. Paralelamente, a demanda industrial se enfraqueceu, com empresas de fécula e farinha reduzindo o ritmo de compras, entrando em recesso ou em manutenção programada. Na comparação anual, o preço da mandioca já apresenta desvalorização real de 23,8%.

Leia mais em: Globo Rural


Tenham, todos, uma ótima terça-feira e uma excelente semana!

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