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Inovação e Sustentabilidade
🚀 Rural Ventures investe no campo com modelo de validação de startups feito por produtores
A Rural Ventures, gestora de venture capital focada em agronegócio, está a consolidar uma estratégia diferenciada para reduzir os riscos de investimento em agtechs: a validação direta por produtores rurais. Segundo o Pipeline Valor, o modelo baseia-se num ecossistema onde as soluções tecnológicas são testadas “dentro da porteira” por uma rede de agricultores parceiros antes de receberem aportes significativos. Esta abordagem garante que as startups investidas resolvam problemas reais do dia a dia no campo, como gestão de insumos, eficiência logística e monitoramento climático, aumentando as taxas de sucesso e a adoção das ferramentas. Para 2026, a gestora planeja expandir o seu portfólio, focando-se em empresas que combinem inovação tecnológica com viabilidade prática, servindo como uma ponte entre o mercado de capitais e as necessidades operacionais da produção agrícola brasileira.
Leia mais em: Pipeline
🌽 Energética Santa Helena aposta no etanol de milho para expandir produção sem ampliar canaviais
A Energética Santa Helena, localizada em Mato Grosso do Sul, planeia investir cerca de R$ 150 milhões para transformar a sua unidade numa destilaria flex, produzindo etanol de milho em conjunto com o de cana-de-açúcar. Segundo o sócio-diretor Bruno Coutinho, a estratégia visa aproveitar ativos excedentes da própria usina, como bagaço (biomassa), vapor, água e energia, além de eliminar a ociosidade da destilação durante a entressafra da cana. Com o processamento do grão, a empresa poderá operar de forma praticamente ininterrupta, garantindo maior previsibilidade e eficiência econômica. O projeto, que já iniciou o processo de licenciamento ambiental, foca-se na infraestrutura de recepção e armazenamento de milho, aproveitando a localização estratégica da usina num corredor logístico de escoamento de grãos. A iniciativa reflete uma tendência crescente no setor sucroenergético brasileiro, onde 63% das usinas já consideram o milho como uma rota inteligente de crescimento sustentável para 2026 e anos seguintes.
Leia mais em: Jornal Cana
Mercado e Investimentos
🤝 Fusões e aquisições no agronegócio crescem 30% em 2025, impulsionadas pela consolidação de mercado
O mercado de fusões e aquisições (M&A) no agronegócio brasileiro registou um crescimento de 30% no acumulado até novembro de 2025, de acordo com dados divulgados pela Globo Rural. O movimento foi impulsionado pela necessidade de escala e eficiência num cenário de margens mais apertadas para o produtor. Os setores de insumos agrícolas, logística e tecnologia (AgTechs) concentraram o maior número de transações, com grandes grupos e fundos de investimento a aproveitar janelas de oportunidade para consolidar mercados fragmentados. Analistas apontam que este ciclo de compras deve manter-se aquecido em 2026, com o mercado de capitais a assumir um papel cada vez mais relevante no financiamento destas operações, à medida que empresas familiares e médias cooperativas procuram parceiros estratégicos para garantir competitividade e profissionalização da gestão.
Leia mais em: Globo Rural
🌾 ANP autoriza operação da primeira usina de etanol de trigo do Brasil no Rio Grande do Sul
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu, nesta quinta-feira (8 de janeiro), a autorização para que a C.B Bioenergia inicie a operação da primeira usina de etanol de trigo do país. Localizada no município de Santiago (RS), a unidade recebeu investimentos iniciais de R$ 100 milhões e tem capacidade para processar 100 toneladas de cereal por dia, com uma produção estimada de 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano. O projeto visa valorizar as culturas de inverno da região Sul e já prevê uma expansão ambiciosa: até 2027, com aportes adicionais de R$ 500 milhões, a empresa projeta atingir uma produção de 50 milhões de litros anuais. Além do biocombustível, a planta contribui para a economia circular ao gerar o DDGS (Distillers Dried Grains with Solubles), subproduto de alto valor proteico utilizado na nutrição animal.
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☁️ Brasil deve seguir como referência no mercado global de algodão em 2026, aponta Cepea
Mesmo com sinais de uma demanda internacional mais moderada, o Brasil deve manter seu protagonismo mundial no setor de algodão na temporada 2025/26. De acordo com análise do Cepea, a posição de destaque é sustentada pela robusta escala produtiva e pelo peso das exportações brasileiras. Embora a produção nacional possa registrar um leve recuo de 2,9% em relação ao recorde anterior, totalizando 3,96 milhões de toneladas, o volume ainda deve figurar como o segundo maior da história do país. O Brasil projeta consolidar-se como o maior exportador mundial da pluma, com embarques estimados em 3,157 milhões de toneladas pelo USDA, superando os Estados Unidos. Esse desempenho competitivo é atribuído aos avanços em rastreabilidade, sustentabilidade e escala de produção, fatores que têm garantido vantagem ao produto brasileiro no mercado externo frente a outros fornecedores globais.
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Logística e Comércio Exterior
☕ Exportação de café verde do Brasil registra em dezembro a primeira alta anual desde março
As exportações brasileiras de café verde atingiram 3,5 milhões de sacas (210,3 mil toneladas) em dezembro de 2025, o que representa um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), este resultado interrompe uma sequência de quedas anuais iniciada em março, período marcado pela baixa oferta de grãos e por tensões tarifárias com os Estados Unidos. A retomada foi viabilizada pela suspensão das tarifas de 50% impostas pela administração Trump no final de novembro, permitindo o escoamento dos maiores estoques resultantes da colheita de 2025. Embora o volume tenha recuado ligeiramente frente a novembro (212,2 mil toneladas), o setor encerrou o ano em sintonia com a tendência positiva de outras commodities estratégicas, como a soja, o açúcar e as carnes, consolidando a recuperação do Brasil no mercado global de café.
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🇪🇺 Acordo Mercosul-UE: exportadores projetam efeitos positivos e maior previsibilidade para a soja brasileira
Apesar dos recentes protestos de agricultores na França e na Bélgica, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) mantém uma visão otimista sobre os impactos de um eventual acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo o Agro Estadão, embora a soja em grão, o farelo e o milho já não enfrentem barreiras tarifárias diretas, a ratificação do tratado traria maior previsibilidade jurídica e redução de custos operacionais, consolidando o Brasil como fornecedor prioritário para o bloco. Um ponto crucial destacado pelos exportadores é a conformidade com a lei antidesmatamento da UE (EUDR). Como a entrada em vigor desta legislação foi adiada para dezembro de 2026, o setor brasileiro ganha uma “janela de fôlego” para adaptar os seus sistemas de rastreabilidade. A Anec ressalta que, caso o acordo avance, a competitividade do produto nacional será reforçada, permitindo uma integração mais profunda com as cadeias produtivas europeias num momento de reconfiguração do comércio global.
Leia mais em: Agro Estadão
🇮🇹 Itália exige “gatilho de segurança” de 5% para apoiar acordo comercial entre União Europeia e Mercosul
O governo da Itália propôs uma condição mais rigorosa para dar o seu aval definitivo ao acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O ministro da Agricultura italiano, Francesco Lollobrigida, afirmou que o país defende a redução do limite para o acionamento das cláusulas de salvaguarda de 8% para 5%. Na prática, esse mecanismo suspenderia temporariamente as concessões comerciais caso as importações de produtos da América Latina ultrapassassem o novo teto ou se os preços agrícolas na Europa sofressem uma queda superior a esse percentual. Além do gatilho financeiro, Roma exige garantias estritas de reciprocidade sanitária, assegurando que os produtos importados cumpram as mesmas exigências de segurança alimentar impostas aos produtores europeus. A decisão final da Itália, que poderá isolar a oposição da França e destravar o tratado de 25 anos, será discutida em reunião de representantes dos Estados-membros nesta sexta-feira (9 de janeiro).
Leia mais em: Forbes
🥩 Brasil encerra 2025 com o maior volume de exportação de carne bovina da história, segundo a Abiec
O setor pecuário brasileiro atingiu um marco histórico em 2025, consolidando-se como a maior potência exportadora global de carne bovina. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), os embarques totalizaram 3,50 milhões de toneladas, um salto de 20,9% em relação ao ano anterior. O faturamento acompanhou o ritmo de recordes, atingindo US$ 18,03 bilhões, um crescimento expressivo de 40,1%. A China manteve a liderança isolada, absorvendo 48% do volume total (1,68 milhão de toneladas), seguida pelos Estados Unidos e Chile. Além dos mercados tradicionais, o Brasil registrou expansões fenomenais em destinos alternativos, como a Argélia (+292,6%) e o Egito (+222,5%), demonstrando uma estratégia bem-sucedida de diversificação geográfica. Para 2026, a perspectiva é de estabilidade em patamares elevados, com foco na abertura de mercados qualificados como Japão e Coreia do Sul.
Leia mais em: Forbes
Tenham, todos, uma ótima sexta-feira e um excelente fim de semana!
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About The Author
Ana Luiza
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Ana Luiza é graduanda em Administração na ESALQ-USP e atualmente integra a equipe da Rural, atuando como estagiária em Research e Conteúdo. Sua rotina envolve a curadoria de notícias, produção de relatórios e desenvolvimento de conteúdos sobre inovação no setor do agronegócio.
Ao longo da graduação, Ana Luiza teve experiências que reforçam sua afinidade com o agronegócio e a análise estratégica. Atuou no CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com foco na análise de mercado. Fez parte do grupo de extensão MarkEsalq, onde trabalhou com marketing e dados de engajamento nas redes sociais. E além disso, também integrou a EJEA (Empresa Júnior de Economia e Administração da ESALQ-USP), atuando com clima organizacional.
Motivada por aprender, se desafiar e gerar impacto, Ana Luiza acredita que a troca entre pessoas, conhecimento e propósito é o que transforma ideias em soluções.


