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Inovação e Sustentabilidade
🌳 “Há mais capital disponível do que projeto de qualidade”, diz EY, sobre a transição no agro
Otávio Lopes, sócio-líder de agronegócios da Ernst & Young (EY), avalia que o agro brasileiro está entrando em uma fase mais complexa e financeira, onde temas como carbono e governança se tornaram centrais. O consultor alerta que, globalmente, “existe muito mais dinheiro disponível do que projeto qualificado para capturar esse capital”, especialmente na agricultura regenerativa. No Brasil, essa assimetria é crítica, pois grandes players conseguem acessar o capital, mas pequenos e médios produtores enfrentam dificuldades por falta de projetos estruturados e por terem voz limitada nas discussões sobre leis (como a antidesmatamento da UE). Lopes defende uma nova industrialização para o agro brasileiro, que está “preso num modelo” de exportação de commodities, e a necessidade de combinar capital público, privado e filantrópico para financiar a transição dos menores produtores.
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✈️ Petrobras inicia entregas de SAF após produção integral no Brasil
A Petrobras realizou suas primeiras entregas de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, tornando-se a primeira empresa a produzir o combustível integralmente no Brasil. Foram comercializados 3 mil metros cúbicos de SAF. O combustível foi produzido por coprocessamento na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), utilizando óleo técnico de milho (TCO) ou óleo de soja como matéria-prima renovável, com uma redução prevista de até 87% nas emissões líquidas de CO2. A iniciativa visa antecipar o atendimento a regras domésticas e globais, já que a obrigatoriedade de uso do SAF pelas companhias aéreas brasileiras começa em 2027.
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Mercado e Investimentos
💡 Benchimol, Vélez e Street: os líderes de fintech se unem para criar o maior hub de empreendedorismo da América Latina
Os fundadores do Nubank (David Vélez), XP (Guilherme Benchimol) e Stone (André Street) planejam lançar um instituto sem fins lucrativos com o objetivo de criar o maior hub de empreendedorismo da América Latina. O projeto ambiciona fomentar a educação empreendedora e impactar diretamente a sociedade e a economia do Brasil. O investimento inicial será realizado pelos três empresários como pessoa física. A iniciativa pretende ser uma mescla de modelos de sucesso global, como o STATION F de Paris (maior campus de startups do mundo) e o distrito de inovação 22@Barcelona. O instituto está em fase avançada de estruturação, com um CEO e equipe inicial já selecionados, e ainda avalia se a sede será em São Paulo ou no Rio de Janeiro.
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💰 Crowdfunding, investidores estrangeiros, fundos de pensão e mais: as novidades das “finanças do agro”, segundo os titãs do setor
A financeirização do agronegócio está em uma “fase inicial de aprendizado”, mas o mercado de capitais busca ativamente integrar mais produtores e investidores. A principal aposta da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para ampliar o acesso ao crédito é a reforma da Resolução nº 88, que regula o crowdfunding de investimentos. A nova regra, prevista para 2026, permitirá que produtores rurais pessoa física e cooperativas acessem diretamente as plataformas, com limites de captação definidos. Além disso, o agro se destaca para investidores estrangeiros devido aos prazos curtos das operações, à dolarização natural das cadeias exportadoras e ao forte potencial para emissões verdes. A autorização para que fundos de pensão utilizem até 10% de seus recursos em Fiagros também é vista como uma nova locomotiva de crescimento para o setor.
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🐂 A viagem do Santander pelas fazendas gaúchas e as apostas que podem virar o jogo
Analistas do Santander visitaram fazendas no Rio Grande do Sul (RS) e retornaram com cautela em relação à soja, devido à insuficiência de chuvas e à pressão sobre o crédito. Contudo, o banco enxerga oportunidades em outros setores: a canola está em forte expansão (com alta de 43% na área plantada), impulsionada por investimentos em biocombustíveis e empresas como a 3tentos. O relatório também aponta otimismo na proteína animal, com expectativa de preços firmes para o gado em 2026 (devido à retenção de matrizes) e custos favoráveis para a suinocultura (com preços baixos de milho e farelo de soja), cenário que pode ajudar o Brasil a se consolidar como o terceiro maior exportador mundial de carne suína.
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🐂 Do fundador aos netos: Três gerações profissionalizam a Pecuária Cometa
A Pecuária Cometa, parte do Grupo Cometa (R$ 1,3 bilhão em receita), está passando por um complexo processo de sucessão familiar e profissionalização da gestão rural. Francis Maris Cruz, o fundador, mantém o foco na operação de suas 10 fazendas no Pantanal, dedicadas à pecuária de corte de alto padrão (Boi-China e melhoramento genético Nelore). As filhas, que atuam nos negócios urbanos da família, impulsionaram uma reorganização da governança do campo. Com a ajuda de uma consultoria, a gestão da fazenda ganhou método, com reuniões semanais, orçamentos, planos de longo prazo e métricas claras para custos e investimentos, tratando a pecuária como o negócio principal do grupo. O processo está posicionando as filhas como articuladoras da governança e os netos, que já se envolvem ativamente na compra, criação e venda de gado P.O. (Puro de Origem), como os operadores do futuro.
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Logística e Comércio Exterior
🥩 Como a China pode influenciar o preço da carne bovina no Brasil em 2026
A indústria brasileira de carne bovina encerra o ano em alerta, aguardando a decisão da China sobre uma investigação de salvaguarda que pode influenciar os preços em 2026. O governo chinês prorrogou para janeiro de 2026 o prazo para concluir a análise que visa determinar se o aumento nas importações de carne bovina (principalmente do Brasil, seu maior fornecedor) entre 2019 e 2024 prejudicou o mercado interno chinês. Qualquer decisão de Pequim, como a imposição de cotas ou tarifas adicionais, impactaria o setor, visto que a China é o destino de cerca de metade das exportações brasileiras. Embora o setor preveja que o Brasil deve manter sua posição estratégica devido à escala e regularidade do fornecimento, a incerteza chinesa, somada à virada do ciclo pecuário no Brasil (que deve reduzir a oferta de gado em 2026), torna o cenário de preços da arroba volátil.
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Tenham, todos, uma ótima segunda-feira e uma excelente semana!
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About The Author
Ana Luiza
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Ana Luiza é graduanda em Administração na ESALQ-USP e atualmente integra a equipe da Rural, atuando como estagiária em Research e Conteúdo. Sua rotina envolve a curadoria de notícias, produção de relatórios e desenvolvimento de conteúdos sobre inovação no setor do agronegócio.
Ao longo da graduação, Ana Luiza teve experiências que reforçam sua afinidade com o agronegócio e a análise estratégica. Atuou no CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com foco na análise de mercado. Fez parte do grupo de extensão MarkEsalq, onde trabalhou com marketing e dados de engajamento nas redes sociais. E além disso, também integrou a EJEA (Empresa Júnior de Economia e Administração da ESALQ-USP), atuando com clima organizacional.
Motivada por aprender, se desafiar e gerar impacto, Ana Luiza acredita que a troca entre pessoas, conhecimento e propósito é o que transforma ideias em soluções.


