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Inovação e Sustentabilidade
🐇 Biofábricas: Pesquisa avança na produção de leite de coelha para uso farmacêutico
Uma pesquisa inovadora está transformando coelhas em “biofábricas” para a produção de proteínas terapêuticas complexas através do leite. O projeto utiliza técnicas de edição genética para que os animais secretem substâncias de alto valor agregado, voltadas para o tratamento de doenças raras em humanos. Diferente da pecuária leiteira tradicional, o foco aqui é a biotecnologia medicinal, aproveitando o ciclo reprodutivo rápido e a facilidade de manejo dos coelhos em ambientes controlados. Segundo os especialistas, essa técnica pode reduzir drasticamente o custo de produção de medicamentos biológicos que hoje dependem de culturas de células em laboratórios caros. Por outro lado, o bem-estar animal é uma prioridade no desenvolvimento dessas linhagens, com monitoramento rigoroso em biotérios especializados. Dessa forma, a integração entre agro e saúde abre novas fronteiras para a rentabilidade tecnológica no campo.
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Mercado e Investimentos
🚫 Syngenta encerra produção global de paraquat após avanço de genéricos
A Syngenta anunciou o encerramento definitivo da sua produção global de paraquat, um dos herbicidas mais utilizados no mundo para o manejo de ervas daninhas. A decisão foi motivada pela crescente pressão dos produtos genéricos no mercado, que reduziu as margens de lucro do defensivo, além das restrições regulatórias cada vez mais rigorosas em diversos países devido à toxicidade do produto. Embora a empresa tenha sido a principal fabricante do herbicida sob a marca Gramoxone, a estratégia agora foca na transição para moléculas mais modernas e sustentáveis, alinhadas às metas de agricultura regenerativa e biológicos. No Brasil, o uso do paraquat já estava proibido pela Anvisa desde 2020, mas a interrupção da produção global marca o fim de uma era na proteção de cultivos. Com isso, a multinacional busca consolidar seu portfólio em soluções de menor impacto ambiental e maior valor agregado.
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🌾 Aprosoja-MT alerta para cenário estrangulado: estado só tem como guardar 50% da safra
Mato Grosso deve produzir mais de 103 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, mas possui capacidade de armazenamento para apenas metade deste volume. Segundo a Aprosoja-MT, este défice de 50% obriga os produtores a escoarem a produção rapidamente, reduzindo a rentabilidade e favorecendo a queda dos preços no período da colheita. A falta de estruturas adequadas, especialmente dentro das propriedades rurais — onde se encontram apenas cerca de 15% da capacidade estática —, é agravada pelos juros elevados e pela dificuldade de acesso a linhas de crédito como o PCA e o FCO. Além do custo financeiro, a precariedade da energia elétrica no interior do estado limita a viabilidade de novos armazéns, forçando o uso de geradores a diesel, que encarecem a operação. Dessa forma, o gargalo logístico compromete a segurança alimentar e a capacidade estratégica de comercialização do maior estado produtor do país.
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⚠️ Inadimplência do agronegócio salta para 14% na Caixa e acende alerta no setor
A inadimplência nas operações de crédito do agronegócio na Caixa Econômica Federal atingiu 14,09% ao final de 2025, tornando-se a maior taxa entre todas as carteiras do banco. O índice refere-se a atrasos superiores a 90 dias e representa um salto significativo em relação a outros segmentos, como o imobiliário, que registrou apenas 1,18% de atraso. Apesar do lucro líquido recorde de R$ 15,5 bilhões da instituição no ano passado, o braço rural enfrentou um crescimento modesto de apenas 0,6% na sua carteira, refletindo a cautela do banco perante o aumento do risco. Esse cenário de deterioração financeira no campo é atribuído a fatores como a queda nos preços das commodities e instabilidades climáticas que afetaram a rentabilidade do produtor. Como resposta, a Caixa elevou suas provisões para calotes em 14,6%, totalizando R$ 5,36 bilhões. Dessa forma, o banco projeta um 2026 de maior rigor na concessão de novos créditos para o agronegócio.
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🌾 Syngenta reforça marca Golden Harvest para desafiar hegemonia da GDM na soja
A Syngenta Seeds traçou uma estratégia ambiciosa para reconquistar espaço no mercado brasileiro de sementes de soja, focando na sua marca de licenciamento Golden Harvest. Atualmente, a companhia detém apenas 3% de participação no mercado de germoplasma, enquanto a gigante GDM lidera isolada com quase 80%. Para reverter esse cenário, a Syngenta planeja crescer 3,5 vezes no médio prazo, apostando na proximidade com multiplicadores de sementes e no desenvolvimento de novas tecnologias. A marca conta hoje com 150 materiais em teste, sendo 30 em fase pré-comercial para a safra 2027/28, focando em variedades de ciclo curto (menos de 100 dias) e alta produtividade para o Cerrado. Além disso, a empresa está integrando a força de vendas da marca NK (milho) para impulsionar a Golden Harvest junto aos produtores. Dessa forma, a multinacional busca retomar o protagonismo que já teve no setor há uma década.
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⚖️ Justiça dos EUA aprova fase inicial de acordo bilionário sobre o Roundup
Um tribunal em St. Louis (EUA) deu sinal verde para o início de um acordo coletivo que tenta encerrar as milhares de ações judiciais contra a Bayer/Monsanto. O processo envolve o glifosato, ingrediente do herbicida Roundup, que é acusado de causar câncer em usuários. Com essa decisão, a justiça começará a avisar os produtores e pessoas afetadas, que terão 90 dias para decidir se aceitam o acordo ou se continuam com processos individuais. Para a Bayer, esse passo é fundamental para diminuir o prejuízo financeiro e acabar com a incerteza que trava os investimentos da empresa. A decisão final do tribunal deve sair em julho, definindo se as regras de rotulagem do governo federal valem mais do que as leis estaduais americanas.
Leia mais em: Agro Estadão
Logística e Comércio Exterior
🍊 Estoques de suco de laranja saltam 75,4% com queda na demanda europeia
Os estoques mundiais de suco de laranja brasileiro fecharam 2025 com uma alta expressiva de 75,4%, atingindo 616.460 toneladas. Segundo a associação CitrusBR, este é o maior volume estocado desde 2021 e reflete a combinação de uma recuperação na safra com um recuo acentuado na demanda internacional. O principal fator para o aumento dos estoques foi a queda no consumo, especialmente na Europa — o maior cliente do Brasil —, onde as exportações recuaram 13% na safra atual. A demanda foi inibida pelos preços recordes registrados em 2024, quando a saca superou os US$ 5/libra-peso em Nova York devido a quebras de safra anteriores. Embora as cotações internacionais tenham recuado para cerca de US$ 1,8/libra-peso, o varejo global ainda não repassou integralmente essa queda aos consumidores. Dessa forma, o setor aguarda uma acomodação dos preços finais para que ocorra uma recuperação, ao menos parcial, do consumo nos mercados-chave.
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🚢 Bunge explora rotas alternativas para contornar bloqueios no Oriente Médio
A Bunge busca rotas marítimas alternativas para evitar as interrupções no Estreito de Ormuz. Essa medida ocorre após ataques de Israel e dos EUA ao Irã paralisarem o fluxo comercial na região. Segundo a empresa, o impacto direto nos seus navios ainda é limitado. No entanto, as equipes de monitoramento já trabalham com os clientes para garantir as entregas. Além disso, a empresa canadense de agroquímicos Nutrien também acompanha de perto a situação. Essas manobras logísticas evitam o desabastecimento, mas podem elevar os custos do transporte. Portanto, a Bunge reforça sua gestão de risco diante da crise no Oriente Médio.
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⚠️Exportação de soja deve alcançar 16,1 milhões de toneladas em março
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta que o Brasil exportará 16,1 milhões de toneladas de soja em março de 2026. O volume representa um crescimento em relação às 15,7 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. Esta aceleração em março ocorre após chuvas intensas terem prejudicado as operações portuárias em fevereiro, especialmente no Porto de Paranaguá, onde houve precipitação em 26 dos 28 dias do mês. Como resultado, os embarques de fevereiro ficaram em 8,9 milhões de toneladas, um milhão a menos do que o inicialmente esperado pela Anec. Além da soja, as exportações de milho para março são estimadas em 697 mil toneladas, superando o desempenho do mesmo período de 2025, à medida que a oleaginosa ganha prioridade nos armazéns e terminais portuários.
Leia mais em: Forbes Brasil
Cotação
📈 Bezerro é negociado acima de R$ 3 mil em quase todas as praças, afirma Cepea
O mercado de reposição atingiu um novo patamar de preços nesta semana, com o bezerro sendo comercializado acima de R$ 3.000,00 na maioria das praças pecuárias monitoradas pelo Cepea. A valorização é impulsionada pela baixa oferta de animais prontos para o confinamento e pelo otimismo dos invernistas com a recuperação dos preços do boi gordo. Em estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a saca da reposição tem registrado ágios significativos, dificultando a relação de troca para o pecuarista que precisa repor o plantel. Segundo pesquisadores do Cepea, a retenção de fêmeas nos últimos anos começa a mostrar seus efeitos no ciclo pecuário, reduzindo a disponibilidade de bezerros desmamados no mercado físico. Por outro lado, a demanda aquecida para exportação de gado em pé também contribui para sustentar as cotações em níveis elevados. Dessa forma, o setor de cria vive um momento de margens positivas, enquanto o recriador busca estratégias para manejar o alto custo de aquisição.
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Tenham, todos, uma ótima sexta-feira e um excelente fim de semana!
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