Bom dia Rural – 03/12/2025

Bom dia Rural

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Inovação e Sustentabilidade

🌱 Que lições o Brasil pode ter com os orgânicos da Dinamarca, um mercado de R$ 13 bi

Um estudo de pesquisadores da Embrapa e da Unicamp aponta que, enquanto o mercado de orgânicos da Dinamarca movimenta € 2,1 bilhões (R$ 13,07 bilhões) e tem o maior índice de consumo global (12% do total), o Brasil permanece em um círculo vicioso de baixa escala e consumo restrito. O sucesso dinamarquês é atribuído a uma estratégia de longo prazo que combinou instituições fortes, regulamentação clara e incentivos financeiros que deram segurança para o produtor investir e previsibilidade para o varejo. No Brasil, apenas 0,4% da área agrícola é orgânica, e a falta de dados e o acesso insuficiente a crédito e assistência técnica dificultam a conversão para pequenos e médios produtores. A lição para o Brasil é alinhar incentivos e políticas públicas para transformar o setor em uma categoria de mercado competitiva.

Leia mais em: Forbes

🦠 Pesquisadores identificam substância inédita e promissora para o desenvolvimento de novos bioinsumos

Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, em parceria com a UFMG e o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), identificaram uma molécula natural e inédita com forte potencial para novos bioinsumos agrícolas. O composto, batizado provisoriamente de “composto 2”, foi isolado de um fungo endofítico (microrganismo que vive em tecidos vegetais sem causar danos) encontrado em uma planta medicinal do gênero Piper. Em testes de laboratório, o composto demonstrou eficiência superior no combate a fungos e plantas daninhas, apresentando ação herbicida e antifúngica comparável ou até melhor do que a de pesticidas sintéticos amplamente usados, como o glifosato e a clomazona. A descoberta reforça a biodiversidade brasileira como fonte de soluções inovadoras e mais sustentáveis para a agricultura, sendo que os próximos passos incluem estudos de segurança e formulação de produtos comerciais.

Leia mais em: Embrapa

Mercado e Investimentos

🤝 A jornada da Koppert em busca de um sócio de R$ 620 milhões no Brasil

A multinacional holandesa Koppert, líder em bioinsumos, está em busca de um sócio minoritário para aportar cerca de 100 milhões de euros (R$ 620 milhões) na sua subsidiária brasileira. A operação, conduzida pelo Itaú BBA, visa financiar a próxima fase de expansão da companhia no país, que inclui a construção de três novas fábricas em Piracicaba. A busca por capital externo visa reduzir a dependência da matriz holandesa, que não conseguiu fornecer funding suficiente para o plano de negócios. O novo investimento permitirá à Koppert ampliar a produção local de produtos estratégicos (como nematoides) e se preparar para a demanda futura de biológicos até 2028, em um mercado que exige cada vez mais capacidade de investimento e crédito.

Leia mais em: AgFeed

🏭 Jalles capta R$ 200 milhões em linha especial do BNDES para empresas afetadas pelo tarifaço de Trump

A Jalles Machado captou R$ 200 milhões junto ao BNDES por meio do “Programa Brasil Soberano Crédito Emergencial”, uma linha especial destinada a empresas exportadoras afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos. O crédito, obtido após a empresa ter divulgado perdas de R$ 20 milhões a R$ 25 milhões devido ao “tarifaço” sobre o açúcar orgânico, será usado para financiar a produção e a exportação desse produto. O empréstimo visa fornecer fôlego financeiro em um momento operacional difícil, já que a Jalles também reportou uma moagem 10% menor na safra e queda na produtividade dos canaviais, especialmente nas áreas de cultivo orgânico.

Leia mais em: AgFeed

🏦 Do vermelho ao verde: BB acelera renegociações de dívidas rurais e mapeia crédito para áreas degradadas

O Banco do Brasil (BB) está acelerando a renegociação de dívidas rurais, com cerca de R$ 15 bilhões em propostas aprovadas (entre recursos públicos e livres), para tentar conter a inadimplência recorde (5,34% no 3º trimestre de 2025) e o aumento de Recuperações Judiciais no campo. Em sua agenda de longo prazo, o BB colabora com o Mapa na estruturação do programa Caminho Verde Brasil, buscando modelos de blended finance para financiar a recuperação de áreas degradadas. O desafio é garantir a rentabilidade dos produtores e a atração de capital, apoiando-se na valorização patrimonial das terras recuperadas (que pode ir de R$ 20 mil para R$ 120 mil por hectare).

Leia mais em: AgFeed

📰 “Estamos com R$ 50 Bi de Carteira da Porteira para Dentro”, Diz Diretor de Agro do Itaú BBA

O Itaú BBA alcançou uma exposição total de R$ 100 bilhões no agronegócio, sendo R$ 50 bilhões na carteira “da porteira para dentro” (diretamente com produtores), com crescimento estruturado até 2030. O diretor de Agronegócio do banco descreve o momento atual como uma “ressaca prolongada” nos grãos, causada pela queda nos preços das commodities (soja em Mato Grosso caiu de R$ 180 para R$ 108 a saca) e o aumento da taxa de juros, o que deixou muitos empresários rurais alavancados. Em resposta ao cenário, o banco adota seletividade no crédito, priorizando a boa governança do produtor. Além disso, a instituição transformou a agenda ESG em vetor de crescimento, possuindo R$ 5,2 bilhões em Crédito Verde para produtores que adotam práticas regenerativas e se comprometem com metas ambientais.

Leia mais em: Forbes

Cotações

🧅 Baixa rentabilidade da cebola preocupa produtores no Sul do Brasil

A rentabilidade da cebola no Sul do Brasil (safra 2025/2026) está sob intensa pressão, preocupando os produtores. O principal fator é o custo de produção elevado, que atingiu cerca de R$ 38 mil por hectare na região de São José do Norte (RS), mais que o dobro do valor registrado há poucos anos. Ao mesmo tempo, os preços baixos no mercado (estimados em R$ 1,20 a R$ 1,30 por quilo) não são suficientes para cobrir as despesas. O cenário é agravado pela oferta elevada no mercado nacional, que fez o Brasil zerar a importação de cebola em outubro.

Leia mais em: Globo Rural

📉 IMEA prevê safra menor de algodão em Mato Grosso, principal produtor brasileiro

O IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) reduziu sua previsão para a safra de algodão 2025/2026 em Mato Grosso (principal produtor brasileiro), estimando-a em 2,58 milhões de toneladas da pluma, uma queda de 1,74% em relação à previsão de novembro. O recuo é resultado de um ajuste na área plantada para 1,43 milhão de hectares, uma redução de 7,28% em comparação com a safra anterior. A retração se deve à rentabilidade desafiadora da cultura, marcada por preços atuais e custos de produção mais altos. Além disso, os desafios climáticos na semeadura da soja em algumas regiões pressionam ainda mais a definição da área de algodão (cultivado em segunda safra).

Leia mais em: Forbes

🥩 Com abate recorde, boi gordo mantém alta e embarques se encaminham para marca histórica

O preço da arroba do boi gordo mantém tendência de alta e foi negociado a uma média de R$ 322,50 na praça-base São Paulo, repetindo o cenário em outras regiões. Essa sequência de altas ocorre mesmo diante de um cenário de oferta elevada e abate recorde (mais de 31,5 milhões de cabeças abatidas até setembro), o que reflete uma mudança estrutural na pecuária nacional. A sustentação do mercado é explicada pelo aumento da demanda doméstica em dezembro (impulsionada pelo 13º salário) e pelas exportações em máxima histórica, que registraram alta de 59,7% no valor médio diário em novembro, comparado a 2024.

Leia mais em: Canal Rural


Tenham, todos, uma ótima quarta-feira e uma excelente semana!

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