Tecnologias para o setor sucroenergético

A palavra “sucroenergético” é formada pela junção de dois termos: “sucro”, que tem origem no latim saccharum e faz referência à canicultura, e “energético”, do grego energeia, que se refere à produção de energia através dessa cultura.

O setor sucroenergético, portanto, utiliza a cana-de-açúcar de diversas maneiras, como na produção de açúcar, etanol e bioeletricidade. Segundo a Embrapa, o Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, e, na safra de abril de 2023 a março de 2024, o setor gerou US$19,8 bilhões, ocupando a quarta posição entre as exportações do agronegócio brasileiro.

Dados da Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia mostram que a cadeia sucroenergética movimenta mais de US$100 bilhões, com um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de US$ 40 bilhões, equivalente a aproximadamente 2% do PIB brasileiro. Além de sua relevância econômica, o setor é líder no uso de novas tecnologias, destacando-se em inovação e desenvolvimento. Entre essas tecnologias, podemos citar:

O setor sucroenergético utiliza diversas tecnologias para otimizar a produção, aumentar a eficiência e reduzir os impactos ambientais. Algumas das principais tecnologias são:

Biotecnologia:

  • Variedades geneticamente modificadas de cana-de-açúcar: Plantas resistentes a pragas e doenças, ou com maior teor de sacarose.
  • Leveduras geneticamente modificadas: Melhoram a fermentação no processo de produção de etanol.

Mecanização e Automação:

  • Colhedoras de cana-de-açúcar: Equipamentos que permitem a colheita mecanizada, reduzindo a necessidade de mão de obra e melhorando a eficiência.
  • Agricultura de precisão: Uso de drones, GPS, sensores e softwares para otimizar o manejo da lavoura, com monitoramento em tempo real.

Processos de Fermentação e Destilação Avançada:

  • Fermentação contínua: Tecnologias que mantêm a produção de etanol de forma constante, reduzindo paradas e aumentando a eficiência.
  • Sistemas de destilação de múltiplo efeito: Reduzem o consumo de energia no processo de destilação do etanol.

Cogeração de Energia:

  • Queima de bagaço de cana: O bagaço é usado para gerar vapor e eletricidade em caldeiras de alta eficiência, contribuindo para a autossuficiência energética das usinas e venda de energia para a rede.

Produção de Etanol 2G (segunda geração):

  • Hidrólise enzimática: Tecnologia que permite o aproveitamento do bagaço e da palha da cana para a produção de etanol, aumentando a eficiência no uso da biomassa.

Tratamento e Reaproveitamento de Resíduos:

  • Tecnologias de Irrigação:

Irrigação por gotejamento e pivô central: Sistemas que garantem uma melhor eficiência no uso da água, principalmente em regiões de déficit hídrico. Atualmente, já há sistemas que otimizam a irrigação conforme a necessidade hídrica de determinado ponto da lavoura, considerando as informações da planta, como a evapotranspiração.

Essas tecnologias buscam aumentar a produtividade e sustentabilidade do setor sucroenergético, mantendo-o competitivo globalmente.Essas tecnologias buscam aumentar a produtividade e sustentabilidade do setor sucroenergético, mantendo-o competitivo globalmente.

Artigo escrito com colaboração do AgroIBMEC.
Imagem de capa criada com I.A.

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